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using defalts layout O barulho existiu e teve uma motivação.

Foi mais uma tentativa de ingerência de algum poder político no poder judicial, que, aliás, tem fornecido todos os meios para isso. Afinal parece que não são favas contadas a demissão deste PGR e a rápida nomeação de outro antes que, ao que tudo indica, as cores mudem lá para as bandas de Belém.

Afinal, vistas bem as coisas, não havia necessidade de tanto barulho. Se as disquetes só continham as facturas detalhadas de alguns telefones que todos nós pagamos, não continham mais do que algo que circulou por correio, passou pelas mãos de umas dezenas de pessoas, foi contabilizado e está arquivado numa qualquer pasta do organismo encarregado destes pagamentos.

Tanto barulho para quê?

Conhecidos os porquês, falta conhecer os comos. Para se saber os quens.

Quando se souber como é que o famoso envelope 9, que faz parte do processo Casa Pia, chegou a um jornal, pode ficar a saber-se a quem interessa a queda do PGR e porquê.

Enquanto este inquérito decorre - e todos nós esperamos que o resultado não seja mais um tiro da Justiça no seu próprio pé, logo na Democracia - ficamos a conhecer mais um capítulo do livro "Como gastar o dinheiro dos contribuintes".

Mal acabamos de engolir os 12 milhões que, graças a lobis obscuros e ligações entre assessores e advogados ex-governantes, pagámos à Eurominas, apanhamos com mais esta.

Não é, de certeza, por esta via que Portugal vai entrar no tal "pelotão da frente".

Visto que não se vislumbra um governo com queda para "arrumar a casa", é aqui que entra a última esperança dos portugueses - o próximo Presidente da República.

Se não iniciar este mandato já a pensar no segundo, pode ser que este país ainda possa ter esperança.

António J. Ribeiro