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using defalts layout Este tipo de crime é praticado por um conjunto de perigosos malfeitores que se reunem em obscuros antros a que chamam redacções e têm como objectivo informar as populações do que vai acontecendo no seu belo país.

A actividade praticada por este conjunto de malandros não é, em princípio, criminosa. Se eles se limitarem a falar de futebol ou a mostrar fotos da pipa fulanodetal ou da cuca sicranodetal em actividades mais ou menos "sociais" e cada vez mais "humanitárias".

O pior é quando esses mesmos energúmenos, armados em jornalistas, decidem revelar factos que deviam ser apenas do conhecimento de um número restrito de seres superiores. Gravíssimo.

Daí que se imponha de quando em vez uma rusga policial a esses antros de crime. Com o aparato que a periculosidade da situação impõe entra-se nas redacções, desarmam-se os criminosos (mãos fora dos teclados), apreendem-se as armas do crime (aquelas maquinetas de que, parece, eles se servem para conjurar os seus crimes e que felizmente vamos começar a conhecer melhor graças a um acordo recentemente feito com um senhor importante dos computadores) e ameaça-se meia dúzia deles com prisão.

Feito. Mais uma vitória. A mensagem era perigosa, mata-se o mensageiro. Ficamos em paz durante mais algum tempo.

Mas não se fiquem a rir. Não julguem que podem continuar a abusar assim da paciência de quem quer governar em paz sem passar a vida a ser incomodado com essas tretas do direito à informação.

Lembrem-se que ainda deverá haver muitos boys para empregar, criar mais um instituto ou outro organismo qualquer é coisa fácil e lápis azuis arranjam-se até nas lojas dos chineses.

António Ribeiro