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Jorge Eurico



O comportamento anti-social do pastor Herculano Tchinganguela

O pastor da Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA) em Benguela, um tal de Herculano Tchinganguela, recusou-se a fazer parte do grupo de entidades de Organizações da Sociedade Civil (OSC) que iria receber cumprimentos de cortesia do presidente do Galo Negro, Isaías Samakuva, que se deslocou, no passado dia 12, àquela região do Sul do País em visita de trabalho.

Herculano Tchinganguela, segundo o site Club-K, terá sido contactado antecipadamente pelo Secretário provincial da UNITA na cidade das Acácias Rubras, Vitorino Nhany, sobre o encontro com Isaías Samakuva.

O responsável da IECA tem todo (e mais algum) Direito de estender a sua mão (desde que avadas com água e sabão, pois claro!), cumprimentar quem bem quer e entende.

Há, quanto a mim, duas razões que terão estado na base do comportamento anti-social do pastor Herculano Tchinganguela.

Uma é (digo eu) a de ter recebido a informação com antecedência de que Isaías Samakuva iria à casa de banho, não iria ter o cuidado de lavar as mãos com água e sabão, tal como recomendam os manuais de Saúde Pública, e depois cumprimentá-lo(s).

A outra é (digo eu) a de ser alérgico a apertos de mão a homens que não lhe podem oferecer um jeep, um garrafão de vinho ou ainda uma viagem para o estrangeiro.

Enquanto pastor (sem cajado), Herculano Tchinganguela não pode, contudo, ignorar que o cumprimento é um dever moral e cívico.

Além do mais, como responsável de uma instituição como a IECA deveria ser o paradigma de uma conduta moral, cívica e política irrepreensível.

Deveria ser fino na sua forma de ser e de estar aos olhos dos seus fieis e de todos os angolanos, independentemente da sua filiação político-partidária.

Os líderes das Organizações da Sociedade Civil devem - com os seus actos, palavras e omissões - contribuir para a consolidação de valores como a paz e reconciliação nacionais. Herculano Tchinganguela tem (tinha) o dever de saber disso, mas infelizmente não sabe!

A consolidação dos sobreditos valores, que por sua vez viabilizam a tolerância política e a democracia, não devem ser tarefas exclusivas do Governo. As OSC têm o dever de contribuir, cada uma à sua maneira.

Herculano Tchinganguela tem (tinha) o dever de saber disso, mas infelizmente não sabe!

Não aceitaria delicado e muito menos de bom-tom que, em nome da paz e reconciliação nacional, alguém do MPLA se recusasse a estender a mão a um outro angolano que militasse num partido da Oposição. Hoje já não há razões para tal. Não há mais, nesta Angola, lugares para este tipo de atitudes que lembram o passado recente e de triste memória do nosso País.

Herculano Tchinganguela demonstrou, com a sua atitude, que ainda continua a ter uma mentalidade da Angola do passado. Por isso deveria fazer um favor às suas ovelhas: pendurar a beca, pois não é digno dela nesta Angola onde o MPLA já não tem inimigos, mas sim adversários.

Herculano Tchinganguela não reúne valores (cívicos, morais e políticos) para dirigir uma instituição respeitável como a IECA, seja em Benguela ou noutro ponto do território nacional onde, hoje, tudo se resolve à fala.

jorgeeurico@noticiaslusofonas.com
21.03.2010



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