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Jorge Eurico



As duras verdades de Amélia Mingas

A directora executiva cessante do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) acredita - segundo a manchete do NL, aqui ao lado - que a instituição que dirige terá, doravante, nova vida por ter meios financeiros “decentes”.

Amélia Mingas, hoje, respira de alivio e esfrega as mãos de contente depois de, no dia 4 de Outubro do ano passado, ter ameaçado bater com a porta por falta de condições... financeiras.

Por essa razão, retomo, já a seguir, o texto que publiquei, neste mesmo espaço e no “O Arauto”, sobre o assunto.

Em declarações feitas recente e oportunamente à Agência Lusa na cidade da Praia (Cabo Verde), durante a 14ª Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a directora executiva do Instituto Internacional de Língua Português (IILP) mostrou que, afinal, ainda há angolanas com força (no braço) e coragem (na alma) quanto baste para dizer o que lhes vai na alma.

Amélia Mingas, uma intelectual digna de uma vénia e de se lhe tirar o chapéu, bateu o pé no chão e, por sua conta e risco, airmou alto e bom som (não fossem os ministros da CPLP presentes ao certame alegar que não ouviram) que não se vai recandidatar ao cargo em 2010, alegando que está "cansada de ser sacrificada".

Pois. Estou, como não poderia deixar de ser, com Amélia Mingas.

Já lá vai o tempo de o sacrifício ser feito apenas por uns e os benefícios ser para os outros que (em Luanda, Lisboa, Brasília, Praia, Bissau, Príncipe e demais capitais lusófonas) ficam pura e simplesmente à sombra da bananeira a ver a banda a passar.

Por isso, acho muito bem que Amélia Mingas não mais se recandidate à direcção do IILP. E se Amélia Mingas o disse, é porque cansou-se, de uma vez por todas, de ser usada. A decisão de Amélia Mingas deveria, contudo, servir de exemplo para os angolanos que, apesar de tudo, continuam a ser humilhados, sovados e escalavrados.

"Tudo o que poderia ter dado já dei, com muito sofrimento e com muitas noites sem dormir para tentar ver o que poderia ser feito para dar visibilidade ao IILP. A única coisa que se comenta é que o IILP não fez nada e que é inoperante. Mas nunca deram meios", afirmou a linguista angolana, nomeada em 2006 e reconduzida em 2008.

É isso aí. Não dão ovos, mas cobram, querem omeletas. Não é possível, a quem quer que seja, trabalhar sem meios. Por isso, repito: acho bem que Amélia Mingas não mais se candidate ao cargo de directora do IILP.

Porquê? Porque ela, mesmo sem meios à sua disposição para trabalhar, já deu tudo o que poderia dar. Acho bem que Amélia Mingas não mais se candidate à liderança do IILP. Porquê? Porque ela (também) precisa de ter tempo para disfrutar do seu tempo, quanto mais não seja para não ficar noites inteiras sem dormir...

Nota: Este artigo foi publicado, inicialmente no dia 4 de Outubro de 2009 no blogue O Arauto

jorgeeurico@noticiaslusofonas.com
07.05.2010



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