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using defalts layout Este caso foi paradigmático. Durante quase uma semana televisões e jornais falaram sobre a frota automóvel de serviço dos administradores da empresa que gere a água que os portugueses bebem.
Frota de carros das Águas de Portugal Ele eram 400 carros topo de gama que custam, cada um, uma fortuna... Ele eram as largas dezenas de milhares de Euros em combustível... Enfim um regabofe desbragado que custa aos cofres do estado o dinheiro que não há para assistir os desempregados e os mais pobres que passaram a vida a trabalhar e se vêm agora atrapalhados para sobreviver. Assim. Sem mais.

Vistas as coisas assim isto, de facto é um escândalo. Para já ficámos todos a saber que aquela empresa tem 400 administradores! Sabendo-se que cada cargo destes não é remunerado, mensalmente, por menos do que ganha anualmente um cidadão médio e que, dado o valor profissional e as altas capacidades de gestão destas pessoas, acumulam estes trabalhosos cargos em várias empresas do mesmo patrão, este facto só por si dá para pôr qualquer um a pensar que está a ficar maluquinho e que já não sabe fazer contas.

Mas ainda por cima aqueles carros todos? Topos de gama Mercedes e outros que tais? E aqueles carros de desporto que dão 300 à hora que a televisão filmou no parque da empresa também? Isto de facto é demais! É por estas e por outras que pagamos a água quase ao preço da gasolina!

Esta é a reacção natural de qualquer português que tenha assistido na televisão ou lido nos jornais esta notícia assim sem mais explicações.

Acontece que houve um canal de televisão - pelo menos um que eu vi - que conseguiu chegar à fala com um senhor da empresa. Não sei quem era mas devia ser alguém perfeitamente abalizado e conhecedor da situação que em palavras simples que qualquer um entende explicou a situação.

Quando a jornalista o inquiriu àcerca dos 400 carros topo de gama, dos quais 34 tinham sido renovados este ano, ele explicou muito simplesmente que uma empresas como a Águas de Portugal tem necessidade de ter muitos carros para dar assistência às inúmeras situações de emergência que acontecem.

É daquelas situações em que dá vontade de dizer: ora porra! lá estão os jornalistas a deturpar tudo e a atirar anátemas para cima de gente trabalhadora!

Uma explicação tão simples! Para quê tanto barulho?

Quando rebenta uma conduta de água na rua lá do vosso bairro não querem uma assistência rápida? Pois querem. Mas não julquem que isso se faz de bicicleta!

António J. Ribeiro