Construção e optimização de  web sites - NOVAimagem  - search engine optimization
           As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 director: Norberto Hossi
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Alto Hama

Donos dos jornalistas e donos dos donos não permitem greves

- 10-Nov-2010 - 16:04

O Sindicato dos Jornalistas portugueses continua (é esse um dos seus papéis) a “chorar” sobre o leite derramado. É o caso da mais do que certa não adesão dos jornalistas à greve do próximo dia 24. Os donos dos jornalistas não permiem, os donos dos donos também não. A greve é um direito? Seria se Portugal fosse um Estado de Direito. Mas como não é... estamos conversados.


Por Orlando Castro
Jornalista


No que ao jornalismo lusitano respeita, basta ver que um qualquer badameco a quem sai o euromilhões, ou a quem a banca o dá, pode ser dono de um ou mais meios de comunicação social, mesmo que a sua experiência e formação empresarial tenha sido feita em prostíbulos.

De igual modo, basta ver que para “ser” jornalista é suficiente abrir as pernas, ou pôr-se de cócoras, ao patrão ou ao director ou, também, ter estagiado em algum dos prostíbulos mais ou menos conhecidos, mesmo que nos de face oculta.

“Uma informação livre, pluralista, de qualidade, eticamente responsável e deontologicamente comprometida é essencial ao exercício pleno da cidadania, nas múltiplas dimensões que encerra o direito dos cidadãos à informação consagrado nas convenções internacionais e nas leis constitucionais e nas leis ordinárias dos estados. É através da imprensa livre que as democracias respiram”, diz repetidamente o Sindicato, baseado numa utopia que – acredito – gostasse que fosse realidade.

O Sindicato, no caso português, sabe que tudo o que defende (muito mais em teoria do que na prática, acrescente-se) é cada vez menos praticado, sobretudo porque não “há imprensa livre”, razão pela qual a democracia só consegue respirar porque está ligada a um ventilador.

Como também sabe o Sindicato (mas creio que nunca o disse), em Portugal José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, chegou tão cedo ao sector da comunicação social que conseguiu, sem grande esforço e em muitos casos apenas por um prato de lentilhas, fazer com que os seus sipaios, titulares, ou não, de Carteira Profissional de Jornalista, fizesse da “imprensa o tapete do poder”.

José Sócrates chegou tão cedo que conseguiu, sem grande esforço e em muitos casos apenas por um prato de lentilhas, transformar jornalistas em “criados de luxo do poder vigente".

José Sócrates chegou tão cedo que conseguiu, sem grande esforço e em muitos casos apenas por um prato de lentilhas, garantir que esses criados regressarão mais tarde ou mais cedo (muitos já lá estão) para lugares de direcção, de administração etc..

Mais do que as questões, objectivas ou não, que envolvem o suposto plano do Governo para dominar ainda mais a comunicação social, a mim preocupa-me não só a promiscuidade do jornalismo com a política (sobram os exemplos de jornalistas-assessores e de assessores-jornalistas), mas também o enxovalhar da ética entre os próprios jornalistas ou, pelo menos, entre os que se dizem jornalistas.

Preocupação pouco relevante num contexto de todos a monte fé em Deus, onde ser enxovalhado pode significar – basta olhar para muitas das Redacções - meio caminho andado para ser director ou administrador. Portanto...

Em matéria de jornalistas, a ética tornou-se aquele regra fundamental que aparece a seguir à última... quando aparece. E assim, de Face Oculta em Face Oculta, de intimidação em intimidação, de censura em censura, lá vai o jornalismo português cantando e rindo a bem, é claro, de uma qualquer nação que, na maioria dos casos, se confunde com servilismo político e económico.

Servilismo que, por regra, tem boas compensações monetárias. Registemos os factos e também os nomes. Daqui a uns tempos alguns destes supostos jornalistas vão estar a assessorar partidos e ou empresas para, tempos depois, assumirem cargos de direcção ou administração em empresas onde o Estado socialista ou social-democrata põe e dispõe.

Tem sido assim e, pelos vistos, assim tem de continuar a ser. O forrobodó no bordel continua a marcar pontos. O Sindicato lá vai “ladrando” mas, é claro, a caravana dos donos da verdade e do país passa, passa sempre.

É claro que a decência (mais do que limpo e asseado deve significar honesto, decoroso) evitaria muitos dos males recentes de um país que, ao que parece, até já foi Pátria. Mas também isso foi banido.

Portugal vive agora, como sempre viveu nas últimas décadas, uma realidade marcada pela corrupção, pela promiscuidade entre a política, a economia, a justiça, o desporto, o jornalismo etc. Agora é mais visível apenas pela simples razão de que o actual poder político quis ser mais papista do que o Papa e pensou ser possível comprar todos os jornalistas por atacado.

Os seus antecessores, tanto do PSD como também do PS, limitavam-se a comprar o essencial, deixando válvulas de escape para o acessório. E o país ia vivendo com esse acessório no convencimento de que era o essencial.

Durante décadas o povo estava entretido, tinha o essencial para viver e lá ia cantando e rindo. Ao permitir que a válvula de escape da sociedade, protagonizada por uma numericamente expressiva classe média, desse o berro, o Governo provocou a implosão da própria sociedade.

E dos cacos que vão sobrando dessa implosão é difícil restabelecer qualquer clima de confiança nas instituições e, muito menos, nos seus arautos ou artífices. Os portugueses sabem que o critério, que deveria ser sagrado para dirigir as instituições, não é o da competência mas, antes e sobretudo, o da subserviência.

E sabendo isso por experiência própria, dificilmente voltarão a acreditar num país que vive no sistema de todos a monte e fé no Estado, que o importante não é ser mas, antes, parecer.

E como se tudo isso não fosse mais do que suficiente, transparece a ideia de que há cidadãos que estão acima da lei, vingando a tese de que o crime compensa. E quando tal acontece, lá vamos todos defender a estratégia de olho por olho, dente por dente.

E se assim for, e assim será com certeza mais dia menos dia, o resultado não estará à vista porque vamos ficar todos cegos e... desdentados.

Mas se tiver que ser... seja!

10.11.2010
orlando.s.castro@gmail.com


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
 
Anuncie no Noticias Lusofonas e dê a conhecer a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Ligações

 Jornal de Angola
 Sindicato dos Jornalistas
 AngolaPress - Angop
 Televisão de Angola
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Optimização de Sites Portugal por NOVAimagem