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Marcos Barrica fala de Angola mas esquece os angolanos

- 12-Nov-2010 - 11:41

O embaixador angolano em Portugal, Marcos Barrica, sabe o que diz mas não diz o que sabe, o que aliás é inerente quer ao seu cargo quer às regras do regime e do partido (são uma e a mesma coisa) que governa Angola há 35 anos. Para ele, e é verdade, Angola está a ressurgir dos escombros da guerra e converte-se paulatinamente num novo país. Pena é que, apesar de oito anos de paz completa, os angolanos ainda sejam parte integrante e quase exclusiva desses escombros.

Por Orlando Castro
Jornalista


“Angola reconstrói-se material e fisicamente, reabilita-se espiritual e psicologicamente e reconcilia-se consigo mesma, consolidando a unidade e o processo democrático”, afirmou o embaixador na cerimónia oficial do dia de independência.

Não sei bem como é que se pode falar de democracia e reconciliação quando 70 por cento da população vive (se é que se pode chamar viver) na miséria, ou quando o clã Eduardo dos Santos e mais meia dúzia de acólitos é dono de 100 por cento do Produto Interno Bruto do país.

Segundo Marcos Barrica, Angola é um Estado social de direito com um novo modelo político-constitucional, aprovado pelos angolanos nos termos da Constituição. Estado de Direito quando o presidente da República está no poder há 31 anos sem ter sido eleito?

“Uma Constituição repúblicana genuína elaborada tendo em atenção os aspectos universais positivos, sem descurar a nossa própria história e realidade”, esclareceu Marcos Barrica.

Segundo o constitucionalista português Jorge Miranda, a nova Constituição angolana "não é uma reforma pacífica" e do ponto de vista jurídico representa um "retrocesso democrático". Do ponto de vista jurídico, "passar-se do sufrágio directo para o indirecto é um recuo democrático", afirmou.

Marcos Barrica explicou que no seu país há ainda muito para fazer, com destaque para a necessidade de se transformar mentalidades, mudar comportamentos e que os erros e vícios do passado sejam corrigidos e esquecidos definitivamente.

Estaria a falar da corrupção? Da falta de liberdade de Imprensa? Da lei da força em vez da força da lei? De poucos terem cada vez mais milhões, e de milhões terem cada vez menos?

Barrica apontou a preservação da unidade e coesão nacional, consolidação da democracia, estabilidade financeira, transformação e diversificação da estrutura económica, melhoria da qualidade de vida, estímulo ao sector privado e o reforço da inserção do país no contexto internacional como prioridades do executivo angolano.

Marcos Barrica esqueceu-se, contudo, de falar dos 70% de angolanos seriamente afectados pela pobreza, ou da taxa de mortalidade infantil que é a terceira mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças.

Esqueceu-se de falar dos 38% de angolanos que não têm acesso a água potável e dos 44% que não dispõem de saneamento básico.

Esqueceu-se de dizer que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade.

Esqueceu-se que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos.

Esqueceu-se que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos

Esqueceu-se de dizer uma só palavra sobre a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, que é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos.

Esqueceu-se que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda.

Esqueceu-se que no “ranking” que analisa a corrupção em 180 países, Angola está na posição 162.

Ou seja, esqueceu-se de falar da Angola real, da Angola dos angolanos.

12.11.2010
orlando.s.castro@gmail.com


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