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Comunicados
DECLARAÇÃO ALUSIVA AO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO BLOCO DEMOCRÁTICO

Por ocasião do seu primeiro aniversário, o Bloco Democrático leva a cabo, durante toda esta semana, um conjunto de actividades que culminará, no próximo Domingo, dia 10, num Acto Político-Cultural alargado aos militantes, simpatizantes e amigos a ter lugar num espaço social da nossa cidade.
Ao lermos a correspondência inserida na Internet, alguém que não se encontra presentemente em Angola caracterizou o Primeiro Aniversário do Bloco Democrático como “um momento mágico”, lamentando, por isso, a sua ausência. Para o BD, não há uma frase mais simbólica para manifestar a nossa satisfação por estarmos a comemorar este Primeiro Aniversário.

Queremos que este aniversário se transforme no ponto de partida para uma vida política cada vez mais prolongada, e que sirva de catalizador para mais adesões ao Bloco Democrático.
Ao constituirmos o partido, tivemos a intenção de dotar a nossa sociedade de um instrumento eficaz de intervenção política, cívica e democrática, capaz de corresponder aos desígnios mais profundos daqueles que, no seu dia-a-dia, lutam para transformar o nosso país num lugar bom para se viver.
Não nos moveu o intento de criar mais um partido, mas, sim, o partido da nova esperança, o partido da justiça e da liberdade. Há um ano era perceptível o desalento de largos sectores da nossa sociedade por não se reverem naquilo que existia. Sentia-se, respirava-se no ar a ausência de uma alternativa credível e, sobretudo, democrática.
A nossa sociedade precisa de um instrumento político capaz de fazer renascer a esperança, pois os apetites totalitários de alguns estão a manifestar-se de um modo tão evidente que deixa claro as suas reais intenções. Eles usam agora a legitimidade do voto de 2008 para desencadearam uma ofensiva contra as nossas liberdades e os nossos direitos de cidadania. Os eleitores deram-lhes o voto e eles agora sequestram as suas liberdades e os seus direitos fundamentais. Na realidade, mantém-se a brutalidade da força, contra a força da razão.
Foi isso que perceberam bem, e de imediato, os cerca de 8.000 subscritores que garantiram a legalização do nosso partido junto do Tribunal Constitucional. Eles fizeram uma longa corrente de solidariedade em torno do núcleo que desencadeou o processo de constituição do Bloco Democrático. Eles são, pois, fundadores de inteiro direito deste partido.
Mas, o Bloco Democrático não é só daqueles que lhe deram os primeiros momentos de vida, ele é igualmente de todos quantos a ele aderirem em cada momento da sua existência. Todos quantos subscreverem os seus Estatutos e aderirem ao seu Programa são igualmente parte do Bloco Democrático.
Nós queremos que o Bloco Democrático seja património do Povo Angolano e que seja também seu instrumento privilegiado para a construção de uma Angola mais justa, mais democrática, mais cidadã.
É nossa convicção profunda de que a modernidade e o bem-estar só se constroem no quadro das mais amplas liberdades democráticas. E se alguém, como agora sucede, as quiser limitar ou mesmo aniquilar, nós devemos cerrar fileiras para lhe dar um apertado e vigoroso combate, conquistando palmo a palmo a liberdade que necessitamos.
Essa é a nossa marca distintiva: o apego à liberdade, o respeito pela cidadania, o profundo desejo de contribuirmos para a construção de uma pátria moderna e próspera, capaz de dar satisfação às nossas necessidades materiais e espirituais.
Quem adere ao Bloco Democrático é um agente activo da democracia, firma um forte compromisso com ela. É um cidadão!
Quando tomámos a iniciativa de desencadear o processo de constituição do partido, sabíamos que iríamos merecer a confiança de largos segmentos da nossa sociedade. E houve em torno de nós uma forte adesão e um grande entusiasmo. Participaram pessoas de todo o país e de todos os estratos sociais: quadros, estudantes, operários e camponeses, letrados, analfabetos, artistas, mais velhos e muitos jovens empenhados e esperançados.
Todo esse conjunto de cidadãos tinha a intenção de desencadear um processo de renovação e de afirmação democrática no nosso país. Eles quiseram ser os construtores de uma nova esperança. E estão a se-lo, juntamente com os novos aderentes ao Bloco Democrático.
Caiu assim por terra a teoria maliciosa de que o Bloco Democrático seria um partido apenas de intelectuais.
Os nossos detractores e adversários apegam-se a isso e difundem essa ideia errada para limitarem a nossa esfera de actuação e de influência. E nós, no terreno, mostramos-lhes o quanto estão errados, e, ao mesmo tempo preservando o pensamento acurado, pois nossa prática é norteada, igualmente, por fortes convicções teóricas.
O Bloco Democrático está a penetrar profundamente nos bairros, está a conviver e a organizar politicamente os nossos concidadãos. O Bloco Democrático está a irradiar e vai continuar a crescer, com o trabalho abnegado de todos.
Vejam como nós somos parte activa dos movimentos sociais e democráticos. Como somos um firme aliado da sociedade civil, fazendo parte dela.
Estamos ali onde há reivindicações justas e manifestamos a nossa adesão a essas causas de um modo aberto. Damos a cara.
Houve quem dissesse que apanhamos boleia dos movimentos sociais. É um puro engano. Nós confundimo-nos com os movimentos sociais, porque somos parte deles. Somos uma emanação desses movimentos sociais. Esse é o nosso sentido democrático. É a nossa matriz genética. As lutas sociais correm no nosso sangue e são também os nossos neurónios.
Avizinham-se tempos difíceis, porque aproxima-se a época das eleições. Nós queremos eleições que sejam justas, transparentes e democráticas. Não queremos participar em “trapaças eleitorais”, como no passado. Por isso, devemos bater-nos para que o jogo seja limpo e que a fraude nos abandone de uma vez por todas. E isto começa desde já!
Aconselhamos aqueles que se viciaram na mentira e na fraude a olharem para o que se passa no resto do mundo e aqui mesmo no nosso continente. A mentira tem pernas curtas e pode desencadear processos de consequências imprevisíveis. Pode mesmo destruir os países.
Vamos lutar para que o próximo pleito eleitoral seja limpo e justo, mesmo que, desde agora, haja já quem esteja apressado a edificar o castelo da batota.
Queremos ser parte da discussão do Pacote Legislativo Eleitoral, juntamente com a sociedade civil. Queremos que ele seja esmiuçado até ao pormenor para a garantia de isenção e de equidade e que se cumpra com rigor o postulado constitucional duma Comissão Nacional Eleitoral Independente. Queremos também lutar para que a Administração Pública e a imprensa pública, sejam isentos, imparciais e estejam, por igual, ao serviço da sociedade e não apenas dos detentores do poder. E devem, esses órgãos, dar sinais claros, desde já, para transmitirem confiança ao eleitorado de que em 2012 o processo eleitoral será credível.
Alimentamos a esperança de que os jovens, os empresários, os trabalhadores, os desfavorecidos e os até agora esquecidos vejam no Bloco Democrático os seus melhores aliados. Juntos vamos para darmos a volta ao texto e iniciarmos uma caminhada célere e vigorosa para uma Angola Melhor.
Uma Angola Melhor, sim, democrática de facto, é possível!
Comemoremos o 1º aniversário com os olhos postos em 2012!
Liberdade, Modernidade, Cidadania
O Bloco Democrático
Luanda, 4 de Julho de 2011
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