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Serafim Marques



BPN = Buraco Pago (por) Nós

Há decisões cujo resultado final não foi o desejado, pois este só se conhecerá depois de decidida uma das opções que pudessem existir. Foi o caso da opção da nacionalização, por parte do governo PS, do BPN – Banco Português de Negócios, quando foram detectadas irregularidades, em vez da opção de o deixar falir.


Foi o medo de contágio aos outros bancos portugueses, com efeitos imprevisíveis e podendo mesmo gerar uma “banca rota”, face ao exemplo que tinha acontecido com a falência banco Lehman Brothers dos USA, onde esta teve reflexos graves em todo o sistema financeiro mundial.

Sabemos agora, que aquela decisão gerou um enorme buraco nas contas públicas e, consequentemente, nos nossos impostos, isto é, o buraco vai ser pago por nós.
Grave, diria mesmo muito grave e por isso o caso está em processo de justiça, terão sido as irregularidades cometidas pelos seus responsáveis e o falhanço das instituições reguladoras e fiscalizadoras (BdP - Banco de Portugal, etc, cujo governador foi “premiado” com a Vice-Presidência do BCE, lavando as mãos como Pilatos) que deveriam ter auditado todo o processo de gestão do banco, ligações pessoais e institucionais e não o fizeram. Alegaram que cumpriram a lei existente, mas face à visibilidade de determinados sintomas, agiram e ou pediram reforço das leis?


O autor destas linhas, que nunca teve qualquer ligação ao banco, nem como cliente, teve contactos profissionais, por parte de dois quadros duma agência local do banco, a aliciarem-nos (à empresa) para a abertura de conta e o início de negócios entre as duas partes. Isto aconteceu no início de 2003 e, nessa abordagem e face às condições oferecidas, a nossa percepção era de que algo de estranho se poderia passar naquela instituição, tipo Dona Branca de má memória para muitos portugueses, principalmente para os mais gananciosos e os mais aflitos, pois é este o padrão de clientes que aderem a este tipo de negócios, no qual e obviamente não se incluem todos os clientes do BPN.
Felizmente, não aderimos e à pergunta de como poderia o banco oferecer aquelas altas taxas de juros passivas (sobre os depósitos), responderam-nos que também o banco cobravam taxas altas dos empréstimos (taxas activas) aos seus clientes. Insistimos, perguntando, que tipo de clientes eram e a resposta foi de que eram aqueles que (já) não conseguiam obter empréstimos nas outras instituições bancárias, pelo que aceitavam pagar essa taxas de juro altas.
Para bom entendedor....., mas, pelos vistos, o BdP não desconfiou destas opções e das consequências destas práticas.

Foi este o monstro ou polvo (por causa de outra ligações de negócios) que o Estado nacionalizou e que (nós) temos vindo a sustentar e que agora o governo (PSD) tinha que tomar uma das duas opções de que dispunha, pois o anterior governo não o fez quando deveria, evitando o crescimento do buraco: vender o BPN ou extingui-lo, neste caso com riscos de contágio aos outros bancos.
Tomou a primeira opção, mas levantou uma onda de confusões quanto ao valor negociado e também quanto ao parceiro comprador escolhido (o angolano BIC).

Esta não é uma matéria facilmente tratável pela nossa imprensa generalista, pela complexidade e valores integrantes no balanço do banco, mas o assunto tem sido relatado de forma pouco clara, para não dizer mesmo envenenadora da opinião pública, pois não será facilmente entendido pelo povo e leigos nestas matérias, mas é este que recebe as mensagens da imprensa e depois fica desconfortável com esta engenharia financeira vs sacrifícios que lhe são exigidos.

Por exemplo, dizer que o Estado vai vender por quarenta milhões de euros, mas terá que injectar quinhentos e cinquenta milhões no BPN é muito confuso, se não for dito que este último valor (bem maior do que o da venda) corresponde à tomada de créditos que serão transferidos para o Estado e que sem esta limpeza do balanço do banco, este não seria viável e não satisfaria as exigências do sistema bancário, definidas pelo BdP, pelo que a solução teria que ser a extinção, com custos maiores para todos nós.

Disseram ainda e a oposição questionou que um outro concorrente ofereceu cem milhões de euros pelo banco, mas foi preterido! Contudo e acreditemos que o governo está a defender os interesses do país, nem sempre neste tipo de negócios, quem dá mais pode ser o melhor parceiro, porque pode haver outras variáveis em jogo.

Talvez se entenda melhor este negócio, se pensarmos que muitas vezes se vendem empresas por um euro, significando isso que o comprador assume o património (neste caso de valor negativo) e as responsabilidades dessa empresa e mantendo-a em actividade, de modo a evitar outras consequências se fosse à falência.
É isto que se passa com o BPN onde a extinção do banco teria mais custos (directos e indirectos) para todos nós. Infelizmente, não apenas para os portugueses, o sistema financeiro (nacional e internacional) continua com fragilidades de supervisão e regulação ao seu poder de criar moeda virtual e, por isso, as crises acabam por serem cíclicas, reflectindo-se na economia real e na vida de todos.

Mas se nos USA, por exemplo, os culpados são condenados, no nossos país nunca há responsáveis por estes factos e “a culpa morrerá sempre solteira”?.
Triste sina a nossa!

Serafim Marques
Economista



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