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Serafim Marques



A Europa que nos prometeram está ameaçada

Martirizados pelos efeitos da II Grande Guerra Mundial, alguns países europeus, lançaram os alicerces, em 1950, da criação da União Europeia (UE), enquanto projecto de integração de países da Europa Ocidental e do fortalecimento das democracias nacionais, talvez sugestionados pela organização federalista dos Estados Unidos da América (USA), como grande potência e salvadora da Europa (depois da ajuda militar, seguiu-se o Plano Marshall, cujo plano de ajuda, através de empréstimos financeiros, visava a reconstrução dos países destruídos pela guerra).


Face à diversidade das nações e ainda de muitas rivalidades e conflitos regionais existentes, começaram a construção da “união” através do comércio (o Tratado que institui a Comunidade Económica do Carvão e do Aço - CECA em 1951) e depois continuado pelo tratado que instituiu a Comunidade Económica Europeia (CEE - em 1958).

Paulatinamente, foram alargando a abrangência pelo que o Tratado de Maastricht - de 1993 alterou a designação da Comunidade Económica Europeia, que passou a denominar-se «Comunidade Europeia» e introduziu novas formas de cooperação entre os governos dos Estados-Membros. Contudo, muitas delas não passaram de intenções.

Derrubadas as fronteiras alfandegárias e a adopção da livre circulação de pessoas e bens, parecia que a UE tinha atingido o “paraíso”, mas não era assim.

Posteriormente, os políticos avançaram para a criação da moeda única europeia – o euro –e que se tornou numa moeda real e tangível, em 1 de Janeiro de 2002, data em que entraram em circulação as notas e moedas de euro. Ingenuamente, esqueceram-se que a existência de uma moeda única exigiria que outras variáveis fossem “integradas” na UE, o que não aconteceu. Foi assim criada a “zona euro” para os países que, facultativamente, quisessem aderir (ficaram de fora a Dinamarca, a Suécia e o Reino Unido), mas desde que cumprissem os critérios de convergência que foram definidos. Portugal também aderiu ao euro , cumpridos que estavam os requisitos, mas esse foi o nosso “suícidio” económico (mas como a Espanha também, tinha aderido, ficaríamos isolados se não o fizéssemos) e cujo preço estamos agora a pagar, mas por culpa nossa, porque passámos e usar uma moeda mais forte do que a nossa economia. De repente, passámos a usar euros em vez dos nossos “escuditos” e tornámos-nos ricos. As taxas de juro e a facilidade do crédito, passaram a ser privilégios dos particulares, das empresas e do Estado, cujos políticos populistas e irresponsáveis utilizaram em “pagamentos” de promessas eleitorais irrealistas.
Uma moeda forte e a globalização, foram penalizando a nossa economia, como país pequeno e periférico que somos, facilitando as importações e dificultando as nossas exportações.

À nossa crise conjuntural e estrutural juntou-se, mais recentemente, o efeito da crise financeira (iniciada nos USA) que entretanto estalou, e pôs a nu também a fragilidade de outros países. Já não nos bastavam as “nossas” crises, para ainda sofrermos a influência das crises do euro, com consequências na nossa crise económica, pelo que o nosso futuro próximo será muito difícil.

A zona euro, à qual pertencemos, vive agora uma crise cujo fim e consequências ninguém ousa arriscar, mas sobre a qual pairam nuvens muito negras e ameaçadoras e cujos efeitos de contágio pode extravasar para países que usam esta moeda como reserva, porque a interdependência económica e o papel que o euro já desempenhava não os torna imunes à crise.

O fim do euro ou Portugal ser expulso ou auto-excluir-se teria consequências dramáticas para os portugueses que, pessoalmente, nem quero pensar nisso, sob pena de ter mais um “ataque cardíaco”.

Por muito que nos doam as medidas a implementar, não há escolha e falharmos o cumprimento do acordo com a Troika/FMI/UE e/ou sair do euro faria com que os sacrifícios exigidos fossem incomensuravelmente mais gravosos para todos nós.

Infelizmente, muitos dos nossos políticos, “opinion makers”, sindicalistas, etc, ainda não acordaram para esta realidade e ameaça pois cada um com as suas “armas”, continua a esgrimir lutas contra o Estado (reivindicações, greves, etc) ou contra a UE, argumentando alguns (Mário Soares, por exemplo) que o problema se deve à falta de líderes europeus e os mais saudosistas argumentam que fazem falta líderes como Delors, Khol, Miterrand, etc, esquecendo-se que foram também eles que deixaram a obra (UE) incompleta, isto é, não concluíram os alicerces necessários e que sustentariam a “moeda única” e cujos lideres actuais vão discutindo, mas “tipo apaga fogos” ou “baratas tontas”.
Outros, sentem-se ofendidos, pelo facto dos tecnocratas estarem a substituir os políticos na governação de alguns países (Itália e Grécia) e o problema do euro estar a ser liderado por Merkel e Sarkozy, falando mesmo em ditadura “Merkozy”, porque “não os elegemos” para esse mandato.

Pragmatismo, por oposição, ao poder democrático de cada um dos países e que releva a fragilidade do modelo de governação da UE onde todos parece quererem mandar, porque, eleitos democraticamente, fazem da democracia e “menina dos seus olhos”.

Dura lição para os “políticos profissionais” que têm vivido nessa ilusão, mas, no meio desta crise, “quem se lixa é o mexilhão”, mas onde nós portugueses, temos as culpas do nosso estado actual. De repente e sem trabalharmos mais e melhor, sentimos-nos ricos como os cidadãos dos países mais ricos da UE.

Agora e de forma manipuladora, dizem-nos que temos que empobrecer. Será assim, ou teremos que viver de acordo com as nossas reais posses? São coisas bem diferentes e quem sentiu a pobreza das décadas de 50/60 sentir-se-à ofendido.

Prometeram-nos o paraíso sem trabalharmos? Que cada um de nós faça agora a sua parte e “reze” para que o barco (qual Titanic) não se afunde, enquanto muitos continuam a bailar, indiferentes à realidade que nos cerca.

Colapso ou fortalecimento da UE e do euro, à custa de maior integração? Num recente artigo (in jornal Público de 3.12) o ministro dos negócios estrangeiros da Alemanha indicava pistas, mas também confiança no projecto da UE e do euro.

Tenhamos, pois, esperança, porque todos ( e não só os 27 países da UE) perderíamos, sem esquecer que outros países/blocos (os BRICs) emergem como potências “ameaçadoras” duma Europa fragilizada e sem lideranças.

Serafim Marques
Economista



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