As Notícias do Mundo Lusófono
Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 as notícias da lusofonia
Pesquisar

em
Airbnb
Notícias

» Angola
» Brasil

» Cabo Verde
» Guiné-Bissau
» Moçambique
» Portugal
» S. Tomé e Príncipe
» Timor Leste
» Comunidades
» CPLP
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
Canais


» Manchete
» Opinião
» Entrevistas
» Comunicados
» Coluna do Leitor
» Bocas Lusófonas
» Lusófias
» Alto Hama

» Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
Serviços

» Classificados
» Meteorologia
» Postais Virtuais
» Correio

» Índice de Negócios
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
Colunistas
Serafim Marques



O Ano de 2012, como será?

Hoje em dia e face às medidas de austeridade que foram aplicadas, fala-se muito em pobreza e empobrecimento, generalizando, abusivamente, estes conceitos que até podem ferir a sensibilidade daqueles que são realmente pobres.


Os portugueses mais velhos sabem o que é a pobreza, mesmo que apenas a tenham “sentido” na vizinhança e não é necessário regressar aos períodos das duas guerras mundiais, porque nas décadas de 50/60 uma franja significativa da população portuguesa vivia em condições em nada comparáveis com as que se vivem hoje.

Era não só o subdesenvolvimento do nosso país, mas também o desenvolvimento tecnológico que não nos permitia ter os luxos de hoje e sem os quais não conseguimos viver agora. Exemplo? São tantos (carros, telemóveis, plasmas, computadores, etc), mas que aos mais novos nem ocorre imaginar como era a vida nesses tempos não muito longínquos.

Depois, a "revolução" do 25 de Abril trouxe a “riqueza" para todos e como consequências de certos desvarios reinvindicativos e baixa produtividade, várias foram as vezes que tivemos que "empobrecer" (desvalorizações do escudo, elevada inflação, restrições nas importações, etc,). Muitas dessas drásticas medidas foram tomadas pelos governos do PS, pois na sua génese os “socialistas” gostam de distribuir a riqueza pelos mais desfavorecidos, mas muitas vezes essa riqueza não existia, pelo que as consequências faziam-se sentir em ciclos políticos posteriores.

Com adesão do nosso país  à UE e ao Euro, voltámos a “enriquecer” todos.
Éramos ou tínhamos hábitos e práticas de ricos, graças não à riqueza gerada mas através do endividamento público (Estado e similares) e privado (empresas e pessoas individuais). Quem e quando pagaríamos? Nunca, porque José Sócrates  aprendeu na disciplina de Economia de que as dívidas não são para pagar!

Sócrates não é o único político que pensava e agiu assim, como aliás se viu recentemente pelas palavras de um importante deputado do PS que ousou desafiar os credores do nosso país a terem medo de Portugal!

Afinal, a realidade veio provar que as dívidas são para pagar ou então a torneira do crédito seca e a rotura provoca o caos na economia e na sociedade.

São políticos deste tipo, sempre mais preocupados com as clientelas partidárias e com as eleições seguintes, que nunca tiveram coragem para governarem de acordo com os interesses do país e dos portugueses, pelo que o estado das finanças públicas atingiu valores incomportáveis e teve e terá ainda mais terríveis consequências. Mesmo com a situação já bastante crítica, o Primeiro Ministro José Sócrates continuava a esconder a realidade, “varrendo-a para debaixo do tapete” e o país teve que ir a votos. Contudo, essas eleições foram, à partida, condicionadas pelos acordos da “Troika” já subscritos pelos três maiores partidos que impôs aos políticos a adopção de várias medidas drásticas. Se algumas das imposições são duras, outras são meros actos de administração pública e legislativa (por exemplo a lei do arrendamento, sempre adiado), pelo que o acordo da “Troika”, tem exigências que deveriam envergonhar os políticos que passaram pelo poder nestas décadas.
Sejamos realistas, por muito que nos doa, na realidade estamos a ser “governados” por aquele triunvirato, limitando-se o governo a aplicar as medidas impostas, sem as quais já teríamos entrado em bancarrota, pois a torneira do crédito já se teria fechado, mesmo pagando juros elevadíssimos.

Infelizmente, foi preciso que autoridades estranhas nos tenham imposto regras que os políticos, nunca tiveram coragem de aplicar. Triste sina a nossa que só fazemos aquilo que nos impõem de fora!
As medidas adoptadas vão ter um enorme impacte na nossa qualidade de vida, pois o rendimento disponível de cada um de nós vai baixar significativamente (várias medidas convergentes: redução de salários, aumento de impostos - IVA, IRS/diminuição das deduções, etc - taxas moderadoras, aumento dos transportes e portagens, etc) pelo que o “empobrecimento” vai, de facto acontecer, significando que teremos que mudar e muito da vida e dos hábitos que tínhamos nestes últimos anos e viver de acordo com as nossas possibilidades. Será precisa muita coragem e disponibilidade para vencer este período que viveremos, para que estes sacrifícios, contestados por muitos que não foram “chamados” a decidir (como fariam “omoletes sem ovos”?) e do desagrado de TODOS, porque a todos vai atingir, obviamente com mais dureza nalguns, não seja um esforço em vão e, vencida esta tempestade, que a bonança nos traga uma nova vida, mas sempre de acordo com a riqueza real e não fictícia como a foi nestas cerca de três décadas da nossa história recente. Para alem de ter que pagar (este é o principio da solidariedade nem sempre cumprida por certas classes profissionais e com elevada capacidade reinvindicativa e que até se dão ao luxo de fazerem greves neste periodo tão crítico) pelos erros e abusos dos políticos que nos desgovernaram, confesso que, pessoalmente, temo que além destas duras medidas ainda acabemos por sofrer com a “desintegração do euro”, porque as consequências seriam ainda bem mais duras (catastróficas) para todos. O mundo vive tempos de mudança e crises violentas, pelo que o futuro é muito incerto. Muita é a desgraça que por esse mundo vai, mais longe ou mais perto de nós, nada comparável àquela que vivemos no nosso país. Façamos votos e ajamos em conformidade, para que a “sete anos de vacas gordas, não se sigam sete anos de vacas magras”.

Serafim Marques
Economista



Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos

Voltar

Ver Arquivo




Ligações

Jornais Comunidades

Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona design e programação NOVAimagem - Web design, alojamento de sites, SEO