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Serafim Marques



Os donos das empresas públicas

Desde há séculos que o desenvolvimento económico da sociedade assenta na combinação dos recursos naturais, no trabalho, nos capitais e na gestão, gerando a riqueza que tem permitido ao homem investir nas outras ciências e no seu bem estar. A humanidade não teria evoluído se esta combinação não tivesse sido progressivamente adoptada e desenvolvida.


O agricultor, o pescador e o artesão tiveram que recorrer ao mercador para que este distribuísse os seus produtos pelos mercados mais alargados e distantes. A empresa, como célula base da actividade económica e que combina os factores económicos com vista a atingir os seus objectivos, corporizou a combinação dos factores de produção e foi-se desenvolvendo ao longo dos séculos e até ao estádio que hoje conhecemos e que a globalização deu a expressão máxima do seu papel nas sociedades modernas. A evolução e as economias de escala foram-se sucedendo.
Obviamente que existem empresas de diferentes grandezas, desde as micro até à grandes multinacionais, mas todas elas combinando esses recursos, normalmente escassos. Na cultura ocidental, mais nuns países do que noutros, os conflitos de interesses entre patrões e trabalhadores existem, porque ambos procuram maximizar os seus ganhos. Os patrões tentando pagar salários mais baixos e os trabalhadores reivindicando o oposto e demais regalias. Se estas duas classes possuíssem um nível elevado de civismo e cidadania, seria fácil encontrar um ponto de equilíbrio e no qual ambos ganhariam, mas isso raramente acontece, pelo que o papel do Estado, na sua função reguladora, é muito importante na gestão desses conflitos. Além disso, essa “empresa utópica” estaria sujeita à concorrência de outras onde essa igualdade não existisse ou de empresas de países onde o desnível salarial é muito grande. Neste conflito de interesses quem é o elo mais fraco? Os trabalhadores ou os patrões? Porque ambos precisam uns dos outros, podemos dizer que ambos têm fragilidades, mas também “armas de arremesso” que usam contra o seu “inimigo” (greves, deslocalizações, etc). Há, contudo, uma verdade insufismável de que são as empresas que criam emprego e riqueza e sem estas o país e os cidadãos sofrem as consequências, reflectindo-se no nível de vida. O Estado e as autarquias também geram emprego mas não riqueza “produtiva”, pois que servem-se dos impostos para cumprirem as suas funções (educação, saúde, segurança, etc), através da prestação de serviços aos cidadãos. Utiliza também a figura empresarial (empresas públicas ou de capitais públicos), em sectores de serviço público que, normalmente são actividades com elevado déficie de exploração e que é coberto pelos nossos impostos. Nestas empresas, a eficácia, a eficiência e a economia de meios ficam, muitas vezes, em segundo plano, pois são empresas excessivamente partidarizadas e é nestas, cujos sindicatos têm muita força, que se sucedem greves por vários motivos (greves conjuntas, de solidariedade,etc).
O Governo, como “dono” das empresas públicas (EP) de transportes, anunciou medidas de reestruturação no sector, impostas pela “Troika”, como actos de gestão da competência do “empresário Estado”, mas logo despoletou a reacção dos trabalhadores, aliás, na linha das contestações às reformas impostas pela troika, com o objectivo de bloquear as mudanças e conservar privilégios adquiridos. Esta tomada de posição dos sindicatos é legal e ética, porque se trata duma medida de gestão? Afinal, quem manda numa empresa? Não pode o empresário tomar decisões da sua competência, estas de racionalidade e de sobrevivência da sua empresa, assumindo as suas responsabilidades perante os trabalhadores afectados? É assim no sector privado e não o pode ser no sector público, cujos donos são os contribuintes? É este o eterno conflito entre trabalhadores e patrões, queixando-se aqueles quando os empresários não criam emprego e riqueza. Afinal, os empresários e os capitais são ou não necessários numa economia moderna, como o foi desde os primórdios? Só um cego ou um alienado a ideologias caducas e atitudes de cidadania condenáveis dirá o contrário. A estes, junta-se o egoísmo de algumas classes profissionais, normalmente com salários acima da média e que não hesitam em afundar a nossa economia, em defesa de interesses corporativistas. Se sim, por que são tão atacados os empresários pelos sindicatos e pela esquerda política, normalmente tão liberal a distribuir a riqueza que não existe, como foram as políticas destes últimos anos e que nos conduziram a esta terrível situação económica e financeira em que o nosso país mergulhou?
Os sindicatos, que defendem os trabalhadores que têm emprego, tardam em assumir uma postura moderna, mantendo-se agarrados a ideologias e práticas do passado, em vez de serem parceiros proactivos dum todo que é a economia, como centro das e para as pessoas, pois estas dedicam a maior parte das sua vidas a angariar e a dispor dos recursos para a sua subsistência e bem estar. Sem boas empresas, nada disto se consegue, pois só a economia gera riqueza e é esta que permite o desenvolvimento e o bem estar dos cidadãos. Os sindicatos têm que entender que a reestruturação de muitas EPs é um acto de sobrevivência e a forma de estancar os déficie de ineficiência, pagos com os impostos de todos nós. O contribuínte não tem direitos? Custa a entender isso?

Serafim Marques
Economista

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