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«Onda de pulseiras» compromete luta contra VIH/Sida em Moçambique
- 22-May-2012 - 11:39

Ivete Santos, 16 anos, passa numa rua de Manica, Moçambique, de uniforme escolar, na companhia de amigas, mochila às costas e um brilho no seu pulso esquerdo: seis argolas de preservativos femininos, que ela usa como pulseiras. «Agora, tornou-se moda andar com estas pulseiras entre as meninas. Veja que no meu grupo (cinco raparigas) só ela não tem. O que me encanta é o brilho que isso tem quanto mais molhas no banho», diz Ivete à agência Lusa. A moda de uso de argolas de preservativos femininos entre as raparigas, nas províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique, tem vindo a preocupar as autoridades de saúde, justificando que a «onda das pulseiras» pode comprometer esforços na luta contra a propagação do HIV-SIDA.


Não raras vezes, nas ruas de Chimoio e da Beira, vêem-se raparigas com seis a oito "pulseiras" no braço ou o dobro quando optam por usar nos dois pulsos. Cada preservativo feminino tem duas argolas, mas apenas a inferior é aproveitada como "pulseira".

As argolas, geralmente, são retiradas de preservativos femininos de distribuição gratuita, disponíveis em várias instituições públicas e privadas, em cumprimento do plano governamental sobre o acesso aos contraceptivos, situação que tem levado ultimamente à escassez deste produto.

Nas clínicas privadas, um preservativo feminino custa em média 70 meticais (1,94 euros).

"Ficámos muito alegres quando começámos a ver os cestos de preservativo feminino vazar, pois achámos que as mulheres já estavam realmente a usar. Mas ficámos estupefactos quando soubemos que são desviados para serem usados como pulseiras", disse à Lusa Aarão Uaquiço, coordenador do Núcleo Provincial de Combate à SIDA (NPCS) de Manica.

A moda tem levado a que alguns jovens desenvolvam negócios com a venda das argolas dos preservativos. Cada argola custa cinco meticais (0,14 euros) e o que não tem faltado são as clientes "candidatas à nova onda".

"Alguns moços aparecem a vender estas pulseiras na escola e muitas meninas costumam comprar porque são bonitas. Não sei onde as apanham, mas sei que no bazar não as tem à venda", explica à Lusa Verónica Bernardo, enquanto exibe o contraste da luz das pulseiras e a pele cor de café.

As autoridades receiam que, com a escassez do preservativo nos locais disponíveis, sobretudo nas instituições públicas, os vendedores e as clientes optem por apanhar preservativos usados, o que pode tornar-se numa ameaça para a sua saúde.

"Temos sido chamados a reforçar os preservativos nalgumas instituições, quer públicas, quer privadas, tal como entregámos agora à polícia cinco mil preservativos", disse à Lusa Esperança Tavele, gestora do programa de HIV/SIDA na Direcção Provincial de Saúde (DPS) de Manica.

Estatísticas do NPCS de Manica indicam que, em 2011, 2.478.800 preservativos masculinos e femininos foram distribuídos entre instituições públicas, associações comunitárias e comunidades.

Com uma população estimada em 1.610.728 habitantes, sendo 773.772 homens e 836.956 mulheres, o NPCS pretende alcançar 14 por cento da população vulnerável, ou seja, que cada jovem tenha no mínimo, durante o ano, 48 preservativos. A medida pode ser reduzida com o desvio dos preservativos dos seus fins.

E há muitas crianças em Chimoio, região central de Moçambique, que fazem bolas de futebol a partir de preservativos masculinos, que obtêm junto de familiares ou em campanhas de combate à SIDA, mas também não se importam quando a "matéria-prima" já foi usada.

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