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using defalts layout Os governos ao serem responsabilizados na gestão dos negócios do estado andam às avessas com a oposição politica, e o cidadão pelo estado de desgraça das economias.
O cidadão comum nem tempo tem, para querer aperceber-se ou transferir as suas dificuldades a uma conjuntura económica desfavorável, e a juventude por natureza é impaciente.A pedagogia social e politica parece em estado disfuncional, e nem se trata de fenónemo imediatista, mas uma inflexão da politica pragmática ao presente económico carregado de pessimismos, em que os governantes surgem como a causa e não a solução.

A mais apreciada palavra de ordem dos politicos nos comicios `` de que amanhã será melhor``, já não compra votos, sendo até má conselheira…

Sempre achei que quem quisesse fazer dinheiro não deve escolher a carreira politica, por a politica não ser o local para se ganhar dinheiro. Acredito no entanto que haja politicos sérios num beco sem saida. É impensável dar um voto de confiança ou fazer juizo positivo de quem governa, quando se está no desemprego ou se vive arrasca,…Sem deuses não pode haver demónios.
Os governos são compostos de seres mortais efémeros, alguns dotados de mediocridade inversossimel,outros colocados no poder por grupos de interesses da classe ou grupo.Por outro lado como diz o filósofo ``Excelentes dirigentes não podem ser produzidos por métodos racionais, e sim apenas por sorte``.

Numa democracia, haver politicos que são ao mesmo tempo acionistas de empresas privadas, cria uma desconfiança legitima ao eleitorado e oposição, podendo ser interpetrado à luz da lei, conflito de interesses. Sendo antiético, esta forma de encarar a politica à americana, e que foi imposta aos europeus e ao mundo, deve ser constitucionalmente bem explicita, de forma a serem evitadas leituras aleatórias em função de interesses, a um processo que se pretende transparente e limpo.

Numa outra perspectiva, se a globalização trouxe beneficios para a humanidade for verdadeiro, há que reconhecer o seu carácter predador e excludente.Há vários paises dentro da União Europeia cuja economia não cresce há mais de 10, 12 anos casos de Portugal, Grécia, Italia ,Irlanda mesmo sem contar com aqueles que faziam parte do universo comunista,e que hoje fazem parte da CEE. Muito por certo estas economias não conhecerão sinal de crescimento, a não ser que daqui por uns anos consigam desendividar-se, e consigam acesso ao crédito financeiro.Paises cumpridores ou não, as responsabilidades de cada pais diluem-se na moeda única.Os governos são impopulares?

Pudera,…o estado está a pagar dividas da qual os cidadãos não se revêm.

De quem foi a culpa de os estados viverem décadas acima das suas possibilidades económicas?Apesar dessa incongruência têm sido os governos a socorrer os bancos, a injectar liquidez, promovendo incentivos fiscais, ora estabelecendo redes de segurança para desempregados.
Porque será? Porque apenas os governantes acreditam…

Christine Lagard directora –geral do FMI, disse para animar as hostes, que a Europa passou ao lado de uma grande hecatombe financeira. Pessoalmente considero a inexistência de uma politica homogénea no interior da União europeia, como o elo que fragiliza a visão comunitária como um todo; assim é bem possivel que a recessão seja vista sob prismas diferentes,e o estado de gravidade seja bem mais profunda. Ora nesta perspectiva, o futuro da UE a longo prazo,na falta de uma única politica económica que imponha a responsabilidade fiscal pode ser a desagregação, embora a desagregação não seja uma saida de momento consensual no seio dos estados membros.

As economias mais fortes da UE como a Alemanha, Franca,Itália Holanda,Finlândia estão a desacelerar , cansadas de suportar economicamente o peso das mais fracas, e estas na ausência de muletas suplementares têm dificuldades de funcionar na zona do euro.
Para alguns politicos europeus não é o fim do mundo, mas a classe média,assalariados de baixos rendimentos, e os desempregados acham que o futuro foi-lhes já confiscado .

O avolumar de questões sociais resulta fundamentalmente pelo facto de no presente o conjunto da economia da UE ter entrado em contração: está com problemas de tesouraria, uma moeda que não reflecte um consenso genuino entre os povos da Comunidade Europeia, e a agravar o quadro, outros mercados casos da Russia, Asia, Medio Oriente e America e até de Africa vão florescendo a olhos vistos.

Uns nascem pequenos e outros grandes.Hoje em dia dizer-ser que o futuro depende do empenho e da resilência que se coloca no presente, talvez não seja assim tão óbvio. O crédito à economia é que alimenta as empresas gerando empregos e poupanças às familias, e o que permite combater o desemprego, a precaridade e a pobreza.

O que tornou dificil a tarefa da UE com a questão das dividas soberanas foi a falta de planejamento, ora sem planejamento não há futuro.Europa dos 12, dos 15 e sei lá de quantos,…Toda a Europa tem vivido sob o espectro de união politica ficticia, tendo Bruxelas como capital, contudo alguns paises não reunem o minimo de condições, nem têm capacidade de responder a contento às exigências de crescimento em qualidade e quantidade de um mercado tão competitivo e singular.A UE passou a congregar mais paises, para que nos paises menos poderosos houvesse menos estado, mais sopa dos pobres, e dado maior protagonismo a organizações caritativas e religiosas como forma de mitigar a pobreza.Esta havia sido a receita dos neoconservadores, defensores do neoliberalismo em Washington quando a economia americana dava sinais recessivos, no segundo mandato de George Bush filho.No final a América afinal acabou por colonizar a Europa.

Como disse anteriormente, uns nascem grandes e outros pequenos.
Alguns paises africanos depois da independência quiseram seguir um modelo diferente do colonialismo que os oprimira durante séculos. Estavam no seu direito.O socialismo integral era para eles a esperança em reconstruir a dignidade ofuscada.
A utopia promovida da praxis marxista foi criando mitos de igualdade, e de certa forma as pessoas eram convictas,mesmo actuando contra a sua concepção politica, crenças e tradições de gerações.Sendo inquestionável o facto de o socialismo ter ajudado a consolidar a soberania nacional, também o enfoque ideológico paralisou as infraestruturas de paises, como era paradigma em todo o bloco socialista da época.
A ruptura com a utopia surgiu naturalmente fruto da conjuntura politica mundial, fim da guerra fria, contudo o continente continua umbicalmente ligado aos seus mitos, dogmas e verdades que de certa forma tornam a Africa e o africano permeáveis às influências estrangeiras.

A partir de 1987 com as reformas económicas introduzidas em Moçambique, o take- off económico conheceu um periodo de crescimento sustentado, que foi acelerando no segundo periodo dos anos 90; o crescimento do PIB atigiu em 2001, os 13, 9 por cento , enquanto isso crescia também uma elite económica nacional como resultado do empreenderismo em várias actividades.
Bem havia avisado o saudoso falecido presidente Samora Machel quando dizia que o capitalismo não tem raça.De facto não tem raça, credo ou nacionalidade; é um sistema que permite aos mais arrojados e perspicazes ficarem mais poderosos, e os mais desprotegidos sempre dependente dos mais poderosos, até ficarem espertos e ascenderem um degrau acima na escala social….Mas parafraseando ainda Samora Machel-Na época colonial bastava ser-se branco para se ser previlegiado.
Era verdade.O colonialismo português estava vocacionado a suster o branco como o pilar de uma sistema de dominação no qual o factor raça, determinavam a hierarquia sócio económico.
Hoje apesar de haver muitos bancos, prevalece na sociedade actual a idéia de que os bancos apenas facilitam a vida aos poderosos.Os mais pobres queixam-se de falta de acesso ao crédito, mormente no que toca a crédito agricola e de habitação.

-Não seremos filhos do mesmo Deus?

Interrogam-se os mais audazes, enquanto isso a politica é madrasta:
-Uns são ricos por serem do partido e outros não!

Esta percepção, quer seja no campo de saúde, educação, justiça ou negócios, pode abalar o estado de direito.
Num momento de dificuldade, o povo esquece de dar o mérito a quem é devido; esquecem que para se ser rico, teve de se trabalhar e muito, horas a fio, ginástica , uso de cálculos matemáticos, ginástica intelectual e investimento financeiro.

Vem depois o desânimo,e as suas funestas consequentes idas aos nhangas, invocação dos chicuembos de antepassados, ou consulta a voz dos tinlholos; outros reforçam o pedido de socorro aos céus esquecendo que sem escola, formação não existem milagres.

Muitos querem mas sem pernas, nem vocação para os negócios, apenas resta ver os outros andando.Outros legitimamente pedem maior disponibilidade finançeira do governo ao empreenderismo económico; maior suporte a candidatos a empresários e empresas nacionais, de iniciativa familiar, e aqueles na área da construção, que não tem podido competir com as suas congéneres estrangeiras, chinesas, portuguesas, indianas, etc...

Num momento em que devido à pressão de interesses internos e externos, o económico e politico dificilmente se disassociam um do outro, tornando-se evidentes a vulnerabilidade de alguns estados africanos em manterem-se politico e socialmente estabilizados.

O neoliberalismo e as suas politicas conspiram contra governos africanos em busca de mercados, tal como o demonstra o acontecido recentemente da Libia, Mali, Senegal e Guine Bissau; a queda de Gadafi alterou antigos equilibrios geoestratégicos e parece adensar-se.Paises com recursos, e estrategicamente situados, principalmente aqueles vistos como bastiões do nacionalismo africano como Moçambique, Angola, Zimbawe, Namibia ou Africa do Sul, enfim toda a zona da SADAC , por serem alvos legitmos,devem estar vigilantes...Trata-se de um fase agravada pela ganância dos mercados em momento de crise, a que não é alheia, a nova ordem politica mundial ditada pelo emergir das economias emergentes os BRICS.

É imperativo reforçar-se a unidade nacional, sob o risco de tudo que foi feito até aqui, seja destruido e caia em mãos alheias..

Acredito nos fundamentos da diplomacia e das relações internacionais, mas uma relação Ocidente, Africa ,num plano de igualidade e respeito e de momento impensável, enquanto o ocidente no plano cultural, civilizacional se sentir superior.Essa pressuposta superioridade reside, sendo imposta pelo avanço institucional, politico e legislativo, e admnistrativo, assim como juridico bem como o dominio da tecnologia.Reside no peso económico, politico e financeiro que se traduz como poder de decisão em organizações internacionais como Nações Unidas,CEE, FMI Banco Mundial, Nato, bases militares e o TPI.
Perante este cenário o dirigente africano tem noção da sua fraqueza; com agravante, existe toda a gama industrial de peso mundial que se situa no ocidente, enquanto a Africa serve apenas como mero produtor de recursos naturais e mercado consumidor.
Perante este quadro de aparente fragilidade, como pode um pais africano usar o seu voto nas Nações Unidas contra a vontade de potências económicas e seus lobos finançeiros?

A percepção existente sobre direito internacional delimita a visão dos dirigentes africanos e condensa o espaço de acção.A própria UA, União Africana ,torna-se um instrumento incipiente quase subserviente quando tem de lidar contra a vontade do ocidente.
Afinal como dizia James Baldwin, o poder e a autoridade e até Deus continuam ocidentais, como podem os dirigentes africanos não se sentir diminuidos ou porque não dize-lo, impotentes?.

Sendo verdade que muita coisa mudou desde os anos 60, altura em que James Baldwin descrevia daquela forma a situação dos negros na America , até porque os o presidente dos Estados Unidos da América é negro, mas alguém acredita que a globalização trouxe beneficio algum ao continente africano? Mais media global,hoteis, pontes, auto-estradas,alguns hospitais, parques industriais e bancos, mas a que preço?A dita cooperação para construção de infraestruturas até a entrada neste século, significava mais emprego e dinheiro para empresas ocidentais, beneficio de uma pequena elite nacional, e o agravamento do endividamento dos paises.
Hoje graças a paises do BRICS, existem mais opções, mas a pressão da CEE e Estados Unidos junto aos governos é enorme.
O passado colonial é usado como estratégica de penetração, cabendo as ex-metrópoles coloniais o papel refinador de politicas de cooperação, abrangendo todas as áreas de actividade professional.

A Africa de expressão portuguesa, Palops, forma um mercado consumista em plena expansão, praticamente desindustrializados e dotados de mão de obra barata que e enquandra dentro do plano estratégico geopolitico portugues. A lingua é usada como arma ou como defesa?
A concorrência dos blocos de influência, para dar voz às infraestruturas, elevando-as a um patamar aceitável segundo padrões universais, entrou numa fase decisiva , contudo compete ainda aos governos legitimos desses paises a escolha do parceiro ideal.

O ocidente governado pela direita, motivado pelas politicas neoliberais, no intimo sente que aquele espaço ainda lhes pertençe por direito histórico e cultural.Apostam nesse passado e investimento de algum capital,como mais valia , para afastar qualquer concorrente com a finalidade de dominar e preservar um espaço de acordo com a sua estratégia geopolitica.

Tirando algumas excepções, as forças económica e sociais de trabalhadores em Africa é patriótica, e qualquer medida a adoptar passa pela sua aprovação parlamentar.No meu entender, quem pode vir a ficar eventualmente isolado, é alguma classe politica caso adira a idéias neoliberais.Os paises nunca estarão hipotecados, nem o povo consentiria o agravar das discrepâncias sócio económicas, nem que uma suposta elite politica económica vivesse às suas custas.


Sobre Cahora Bassa, com a alienação dos restantes 7.5 por cento que estavam na posse de Portugal, mediante o pagamento de 42 milhões até Setembro, o estado moçambicano passou a deter os quase 100 por cento da hidroeléctrica;os restantes 7.5 por cento irão gradualmente em dois anos ser integrados da REN portuguesa para HCB, num processo em que envolve a outra empresa nacional a ser criada.Os moçambicanos estão radiantes com o processo,e querem-no limpo e transparente.

Hoje em dia é quase impossivel impedir que a diplomacia secreta se associe a finança e ao empreenderismo económico, como forma de consagrar a politica ou vice-versa. Em todo lado existem antenas funcionando na surdina ao serviço de interesses , quer sejam económicos ou politicos e nalguns casos militares.Veja no caso da Itália que tanto se empenhou para o derrube de Muammar Gadafi e foi contemplado com os bens confiscados do antigo lider: biliões investidos em bancos italianos, indústria automóvel e industria de armamento. Siglas como a Fiat, ENI, Banca de Roma, Olcese e Tamoil estavam diectamente relacionadas com os negócios da familia Gadafi. Já antes acontecera com os Estados Unidos em relação aos bens e petróleo iraquianos.

Que a diplomacia e as relações internacionais sejam a face mais hipócrita de lidar com assuntos tão sérios entre paises, não restam dúvidas. No fundo somos todos espelhos dessa hipocrisia que deixa o povo desinformado, e em seu nome tomada decisões….

A Africa devido à riqueza mal distribuida, dependência social e económica existentes, aliados à fraqueza das suas instituições democráticas, constitue-se um alvo legitimo das potências estrangeiras. Aproveitam-se de nacionais com a autoestima atribulada.
Por outro lado o elo mais fraco, o tecido social africano e empresarial por ser pobre é vulnerável a manipulações estrangeiras:existem os neocolonizados que cultivam a idéia de que tudo o que é estrangeiro (incluindo da antiga metrópole)é melhor; gente que deixou de valorizar a moçambicanidade ou angolanidade, e a dignidade da cultura e valores africanos, como: a familia, a culinária, musica, teatro literatura arte, beleza, desporto;gente que sem motivo subestima, desportistas reconhecidos mundialmente e que ignora o novo ciclo,que elevará o africano e a sua qualidade de vida,de novo ao pódio..O nacionalismo e o patriotismo que permitiu aos africanos erguer Nações, deve ser o capital que nos permite orgulhar do que foi feito e o que resta construir.
O futuro depende de nós.!.

A idiosincrasia politica exige uma maior interação entre os partidos politicos, sindicatos associações com o cidadão.Os africanos devem estimular o associativismo e o corporativismo de forma evitar a poluição nefasta de organizações como a maçonaria, portuguesa e outras congéneres na nossa sociedade.A comunidade deve desalienar-se e regressar às suas origens abandonadas por causa desta vaga globalizada consumista descartável idiota.

A crise económica global , a instabilidade económica da zona euro, e a fraqueza do dólar americano tornaram as politicas neoliberais muito mais agressivas. Os paises latinos depois de uma viragem à esquerda (socialismo social) estão hoje mais precavidos e seguros por terem passado a cooperar mais economicamente e em matérias de defesa e segurança entre si. Organizações regionais como Mercosul liderados pelo Brasil,Venezuela, vem aliviando os estados da dominação económica estrangeira, tendo deixado no hemisferio americano os Estados Unidos e o Canada praticamente isolados coma Colombia. A sede OEA, continua instalada em Washington DC, mas o seu impacto regional dilui-se,ante a reluctância dos estados membros de transformar os seus paises em bases estadunidenses sob o pretexto de combate a droga..
Fiel a sua filosofia de dominar e colonizar territórios, povos e culturas,tendo a Europa como pàtria cultural e civilizacional e Israel berço espiritual, o médio oriente transformada em bases militares estadunidenses, depois da Libia qual o próximo pais africano perfilado a servir de base as forças armadas ocidentais?

Finalmente colocar Moçambique e Angola na categoria de paises socialistas é um erro. Os partidos no governo em Moçambique, a Frelimo, como o MPLA em Angola , embora ambos sejam adeptos do socialismo democrático (social), a prática em ambos paises demonstra uma décalage entre a teoria e a realidade; ambos governos vivem cientes que as economias terão de passar por um periodo de capitalismo selvagem, até serem cimentados económico social e juridicamente os alicerces e mecanismos de um verdadeira economia de mercado. O rumo ao capitalismo depende do realismo da politica macro- económica do governo, que passa valorização de recursos naturais, abertura ao investimentos estrangeiros, aumento das exportações, certificação dos produtos agricolas e turismo, além de parcerias económicas estratégicas com outros paises.
Nao se pode eliminar o sector público transformando-o em sector privado com empregos pagos com salários elevadissimos, nem baixar as taxas de importação ou desregular-se o sector bancário.Não se pode eliminar o estado social, como elo do estado com as sua obrigações para com o cidadãos menos afortunados.
Estas foram algumas das medidas neoliberais aplicadas por Jerry Rawlings em 1983 no Gana e Carlos Menem na Argentina nos anos 90.Ambos apostaram no investimento estrangeiro, tendo privatizado indústrias capitais dos seus paises.No Gana as empresas privatizadas por indicação de gestores estrangeiros foram importando material pesado e sofisticado do ocidente para extração de ouro; devido ao alto custo as empresas tiveram de reduzir o pessoal, mesmo assim as minas comecaram a criar problemas ambientais que forma ameacando a agricultura local,principalmente cacao, levando muitos camponeses a manifestar-se.No final o pais entrarou em bacarrota sob um plano de resgate do FMI e Banco Mundial.
Administracão Menem cometeu os mesmo erros;privatizou quase todas as empresas públicas, incluindo companhia petrolifera, correios, sector público.A administração Menem fez mais cortes nas despesa públicas tendo de seguida liberalizado o controle de capitais, de forma a encorajar especulação do investimento estrangeiro. No fim com o peso argentino em paridade do dolar americano e com o aparente boom económico,e aumento das importações o pais privado de reservas financeiras, entrou na lista de paises mais devedores ficando a mercê do FMI E Banco Mundial.
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Segundo Aires Aly, primeiro ministro de Moçambique, o pais poderá ser a médio prazo um país de renda média.
Essa convicção sustentou a sua afirmação com o facto de várias potências mundiais estarem interessadas em realizar investimentos consideráveis no país. Disse ainda que“Se hoje conseguimos convencer as grandes potências políticas e económicas mundiais como a China, o Japão e a Índia a acreditarem e a apostar em Moçambique e com as escobertas que estamos a fazer na área dos recursos naturais então tudo isso obriga-nos a andar de forma célere e a atingirmos níveis de desenvolvimento que nos levarão à média renda nos próximos 8-10 anos”, disse Aires Aly a jornalistas moçambicanos.

Este é o discurso de um pais que encontrou finalmente a sua grandeza valorizando o que tem, sabendo o que precisa para melhorar o nivel de vida do cidadão a um estágio universalmente aceitável e digno.Com o investmento haverá mais empregos.O segundo passo será um orçamento autónomo, o terceiro o reinvestimento do capital acumulado no pais. O crescimento económico moçambicano registou um crescimento na ordem de 8.1 por cento, no quarto trimestre de 2012, graças ao desempenho da indústria extractiva 35,5 por cento,construçao 16, 1 e indústria tranformadora 9, 9 por cento.Relativamente ao trimestre anterior a economia cresceu 3,5 por cento.

Tudo tem seu tempo.Agua potável, saúde , educação,alimentação, electricidade, estradas devem ser garantidas à populacão.Esta foi a causa da luta de libertação levada a cabo da Frelimo, o MPLA,ANC, SWAPO ZANU.Não pode haver estado social com os cofres do estado vazios.Esta é uma verdade que também permite explicar que a crise do capitalismo gerou uma crise global a que nenhum sistema de governação em Africa na Europa e no mundo pode de momento alhear-se.

Inacio Natividade