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Serafim Marques



Uau, Sou Avô!

A decrescente natalidade, no nosso país, faz com que os avós sejam uma "espécie em vias de extinção". Por isso, ser "avós" é hoje uma alegria e um sentimento semelhante àqueles quando fomos pais, se não mesmo maior, porque é a realização dum sonho, por vezes julgado quase impossível de realizar, nos tempos modernos, onde a maternidade/paternidade deixou de ser um desejo ou prioridade natural dos jovens adultos casados ou “acasalados”.


Muitas são as razões, mas, acima de tudo, a materno-paternidade retira-lhes a liberdade de usufruírem de outras “realizações modernas” numa escala de valores muito egoísta e muito materialista. Assim, o sonho de ser “avós” reforça-se porque entretanto decorreram muitos anos entre a "paternidade" e a "avosidade" e o desejo de rever a vida humana, desde o nascimento, dum ser tão belo e tão frágil.

"Poucos mas bons", poderá dizer-se agora dos avós, porque várias são as razões para que estes desempenhem, hoje, um papel algo diferente daquele de há algumas décadas atrás. Com maior longevidade, mais capazes, mais livres e disponíveis, e desde que vivam por perto dos seus filhos/netos, - infelizmente a geografia urbana "dividiu" as gerações e as famílias -  é crescente o número daqueles que tomam conta dos netos, desempenhando, assim, um importante papel social e familiar.
A crise actual e os erros cometidos acabam por obrigar a geração dos avós a "tomarem também conta" dos seus filhos (pais dos seus netos) e, nas famílias ainda com quatro gerações, a cuidarem também dos seus próprios pais. Super avós, aqueles que assumem este papel, apesar dalguns se demitirem dessa tarefa? Nalguns casos sim, pois eles são o pilar dalgumas famílias, por vezes semi-desfeitas.
Porque vêem na "avosidade" a realização daquilo que não fizeram na paternidade, por razões várias, acabam por dar aos netos muito mais do que deviam e nem sempre bem doseado. Por vezes, estragam-os com excesso de mimos, permissões e dádivas materiais em excesso, contribuindo para uma certa formação egoísta e materialista das personalidades em construção.
E depois, quando os netos crescem e "partem para outras vivências", dispensando o papel dos avós, o que recebem estes em troca? Infelizmente, muitos recebem ingratidão e esquecimento, ainda mais se forem "depositado em lares". Estudo recente, concluiu que a maioria dos jovens vêem os avós como pessoas queridas, simpáticas e bem dispostas, mas, mais de metade dos inquiridos, admitiu que visitam pouco os seus avós.

Os responsáveis políticos e os economistas vão dizendo que a baixa natalidade porá em causa a sustentabilidade do modelo da nossa sociedade e da economia, baseada no equilíbrio intergeracional.
É um facto matemático e sociológico e preocupante, mas alem disso, é muito triste verificar que muitas famílias se vão (estão a) extinguir por falta de linhagens descendentes.
Assim, a uma velhice sem a alegria de verem a sua descendência, triste será que acabem por nem ter um familiar para os acompanhar à sua última morada, na morte.
Nesta sociedade em crise e da qual a família é também vítima, valeria  a pena pensarmos nos elos e nas intergerações familiares, onde avós, pais, filhos e netos se podem mutuamente ajudar e , acima de tudo, contribuírem para a felicidade humana.

A incomensurável alegria de ser pai, sinto-a eu de novo através da minha neta de poucos meses. O meu grande objectivo de vida é, assim, partilhar da vida dela e com ela viver esta sublime sensação da "avosidade". Presenciar o desabrochar duma flor, "transfigurada" numa criança, é uma sensação algo indescritível. Obrigado à minha neta por ter nascido e permitir a realização deste meu sonho.

Agora, já tenho motivos para celebrar o “Dia dos Avós” - 26 de Julho, mas, para mim, cada dia é dia do avô.

P.S.- A “avosidade” é uma função intimamente ligada à maternidade ou paternidade, das quais se diferencia, mas que como aquelas, tem um papel determinante na estruturação psíquica e na socialização dos netos.

Serafim Marques
Economista



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