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  Timor Lorosae
Igreja Católica reafirma necessidade da demissão de Mari Alkatiri
- 27-Apr-2005 - 14:32


A Igreja Católica timorense reafirmou hoje em Díli a sua oposição à continuidade de Mari Alkatiri, sustentando que a demissão do primeiro-ministro está prevista na Constituição e desafiando o parlamento a respeitar e a aplicar a Lei Fundamental.


A explicação está contida num documento assinado pelo porta- voz do Episcopado timorense, padre Domingos Soares, em que se salienta que o primeiro-ministro pode ser demitido pelo Presidente da República "para assegurar o funcionamento normal das instituições democráticas".

"O pedido de remoção do primeiro-ministro pelo povo é constitucional. O parlamento pode não querer fazer isto, o que não significa que a remoção do Governo Alkatiri seja inconstitucional", conclui o documento.

As duas páginas do documento expõem o ponto de vista da Igreja Católica timorense quanto ao provimento constitucional que fundamenta o afastamento de Mari Alkatiri.

Nos argumentos que aduz, a Igreja Católica desafia um quarto dos 88 deputados que compõem o Parlamento Nacional, como prevê a Constituição, a apresentarem uma moção de censura contra o governo.

Neste desafio que a Igreja Católica faz aos deputados poderá estar a chave para a resolução de um conflito que se arrasta há nove dias, com centenas de pessoas a rezar junto a imagens de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, perante cartazes a invectivar a política governamental e a exigirem a demissão do primeiro-ministro, perante um cordão policial, que barra o avanço até ao Palácio do Governo.

Caso seja apresentada uma moção de censura, e esta seja aprovada pelos deputados, Mari Alkatiri será substituído na chefia do governo, caso contrário, a manifestação patrocinada pela Igreja Católica terminará como começou: sem incidentes e com feridas que o tempo acabará por sarar.

A divulgação deste documento explicativo culminou o nono dia da manifestação e que foi ainda marcado pelos encontros separados que o Presidente da República, Xanana Gusmão, manteve hoje com os dois bispos, D.Alberto Ricardo da Silva, de Díli, e D.Basílio do Nascimento, de Baucau, e com Mari Alkatiri.

À saída do primeiro encontro, que durou 140 minutos, os dois bispos reafirmaram que os motivos para a convocação da manifestação permanecem intactos.

"A manifestação mantém-se até se encontrar a tal ultrapassagem das divergências. Existem divergências e discordâncias mas não são divisoras. As discordâncias são naturais. A vida é feita de discordâncias e de harmonia", salientou D.Basílio do Nascimento.

Xanana Gusmão recebeu depois o primeiro-ministro Mari Alkatiri, com quem esteve reunido duas horas e também debateu a ronda negocial hoje iniciada em Díli com a Austrália para dirimir as divergências quanto ao traçado da fronteira marítima.

À saída, Mari Alkatiri reafirmou a sua disponibilidade para reunir com os dois bispos, salientando que importa "desbloquear alguns canais, para ver se dentro de poucas horas podemos dialogar", embora reconhecendo que não existem ainda datas para qualquer encontro.

Quanto à realização no sábado em Díli de uma reunião extraordinária do Comité Central da FRETILIN, Mari Alkatiri, que é também secretário-geral deste partido, disse à Lusa que o objectivo é "prevenir novos tipos de conflito".

"Não é tanto para debater o conflito (com a Igreja Católica). É mais para ver como prevenir novos tipos de conflito", destacou.

Questionado se o Comité Central iria enviar algum tipo de mensagem de serenidade aos militantes e quadros do partido, Mari Alkatiri sublinhou que está em contacto "com todos eles. Estão sossegados. Têm um sentido de disciplina que é invejável", garantiu.

Quanto à intervenção de Xanana Gusmão, este foi o único ponto em que Mari Alkatiri e os dois bispos estiveram de acordo.

"A posição do presidente da República é encontrar soluções quando há certos bloqueios no caminho, Naturalmente que um encontro com o presidente sempre ajuda", sustentou Alkatiri.

"Admirável. Podíamos ter ficado a conversar mais tempo. Há este desejo de mais encontros para mais esclarecimentos", salientou, pelo seu lado, o bispo de Díli.


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