Presidente anuncia energia eléctrica a mais de 50% da população 

Jojo

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, afirmou que finalmente mais de 50% da população do país vai passar a ter energia eléctrica produzida a partir de duas barragens cuja uma subestação foi inaugurada em Bissau.

Ao lado do presidente da Gâmbia, Adama Barrow, e do ministro da Hidráulica e Saneamento do Senegal, Cheik Tidiane Dieye, Sissoco Embalo procedeu a inauguração da subestação construída em Bissau no âmbito do projecto energético da OMVG (Organização de Valorização da Bacia do Rio Gâmbia).

“Com a inauguração desta subestação vamos ter condições de a partir de agora levar a energia eléctrica para mais de 50% da população guineense. Vamos levar a energia eléctrica às províncias norte, leste e sul” da Guiné-Bissau, observou Embalo.

A grande maioria da população guineense, nomeadamente no interior do país, vive sem energia elétrica pública. Há zonas da Guiné-Bissau que nunca receberam o fornecimento da energia eléctrica.

Para o presidente guineense “essa situação tem de acabar”, através de uma aposta da sua gestão do país, o que, disse, ser a “demonstração de que quando há vontade tudo é possível”, observou.

A energia que será distribuída ao interior da Guiné-Bissau é gerada a partir das barragens de Sambangalu, no Senegal, e Kaleta na Guiné-Bissau e é transportada por cabos de interconexão ao longo de 1677 quilómetros.

Além da Guiné-Bissau, a Guiné-Conacri, a Gâmbia e o Senegal também beneficiam da mesma energia.

Umaro Sissoco Embalo defende que a materialização do projecto energético da OMGV também significa o reforço da unidade entre os quatro países.

“Não podemos sentir que um gambiano, um senegalês ou um cidadão da Guiné-Conacri é considerado como estrangeiro na Guiné-Bissau”, disse Embalo.

O presidente da Gâmbia, Adama Barrow, que chegou a Bissau esta manhã assinalou que a concretização do projeto energético no âmbito da OMVG “é a materialização do espírito” dos antigos presidentes dos quatro países: João Bernardo “Nino” Vieira, da Guiné-Bissau, Leopold Senghor, do Senegal, Dawada Diawara, da Gâmbia e Sekou Touré, da Guiné-Conacri.

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