Lula fornece a Angola empresas e aviões da Embraer

Jojo

O Presidente de Angola apelou hoje ao regresso ao seu país de empresas brasileiras para a construção de infra-estruturas públicas e também que o Brasil volte a abrir uma linha de financiamento para cobertura do crédito à exportação.

“Nós queremos ver investimento privado brasileiro em Angola e investimento privado angolano no Brasil, mas queremos também que empresas brasileiras continuem a participar no esforço de recuperação e de construção de raiz de infra-estruturas públicas, a exemplo do que já aconteceu num passado recente”, disse João Lourenço, ao lado do seu homólogo brasileiro, Lula da Silva, numa declaração à imprensa no Palácio do Planalto em Brasília.

O chefe de Estado angolano, que se encontra em visita de Estado de três dias ao Brasil, afirmou que Angola “ainda tem muito por construir em termos de estradas, auto-estradas, portos, caminhos-de-ferro, aeroportos, infra-estruturas de energia e de água, de produção e de distribuição de água”.

João Lourenço frisou que conta “com os empresários brasileiros na execução dessas empreitadas”.

Uma prioridade é que “o Brasil volte a abrir uma linha de financiamento para a cobertura do crédito à exportação. Isso está a ser tratado e nós acreditamos que vai acontecer no interesse de ambos os países”, anunciou.

De seguida, Lula da Silva, numa declaração sem direito a perguntas, adiantou que o país está a modernizar “os instrumentos de garantia de créditos às exportações”.

O chefe de Estado brasileiro deixou depois um elogio a Angola, dizendo que “sempre foi um bom pagador e quitou a sua dívida com cinco anos de antecedência”. 

“Vou repetir aqui para a imprensa brasileira escrever em letras garrafais: Angola sempre foi um bom pagador e quitou sua dívida com cinco anos de antecedência”, reforçou.

“Por isso ninguém tem que ter medo de vender alguma coisa em Angola ou de fazer qualquer empréstimo em Angola porque os angolanos são cumpridores dos seus deveres”, frisou o chefe de Estado brasileiro.

Lula da Silva, e o seu homólogo angolano, João Lourenço, assinaram hoje memorandos de entendimento focados no reforço da cooperação entre as petrolíferas Petrobras e a Sonangol e também no sector agro-pecuário.

Os acordos foram assinados no Palácio do Planalto, após uma reunião bilateral entre Lula da Silva e João Lourenço, que se encontra em Brasília desde quinta-feira em visita de Estado de três dias.

João Lourenço chegou na quinta-feira ao Brasil para uma visita de Estado de três dias, a convite do chefe de Estado brasileiro, tendo já mantido encontros com Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, a câmara alta do parlamento do Brasil, com Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, a câmara baixa, e, por último, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

No mesmo âmbito  o Presidente Lula da Silva disse hoje ao chefe de Estado angolano, João Lourenço, que o Brasil vai procurar facilitar a venda de aviões da fabricante de aeronaves brasileira Embraer a Angola através de uma linha de financiamento.

“A Embraer está à disposição para restaurar a frota angolana de aeronaves Super Tucano e fornecer novas aeronaves”, disse o chefe de Estado brasileiro, ao líder angolano, durante uma conferência de imprensa no Palácio Planalto, em Brasília.

“É bom para o Brasil, é bom para a Angola, eu acho que a gente consegue fazer um esforço e ajudar a Angola a comprar esses aviões”, reforçou.

Para isso, Lula da Silva prometeu que vai encaminhar o pedido para o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) “para financiar a venda dos três aviões KC-390 que Angola quer comprar, um substituto do Hércules”.

A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais até 150 lugares, tem mais de 100 clientes em todo o mundo e mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras actividades, no continente americano, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, é accionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.

Lido 2281 vezes

Visited 78 times, 1 visit(s) today
Ajude a divulgar as Notícias Lusófonas - Partilhe este artigo

Artigos Relacionados

0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments