Cabo Verde vai formar médicos a partir de 2026 em seis especialidades

Jojo

Cabo Verde pretende formar médicos em seis especialidades, no país, a partir do próximo ano, para reduzir a dependência de profissionais estrangeiros e missões internacionais, anunciou hoje o ministro da Saúde, no parlamento.

“Teremos formação médica interna, o que permitirá responder a alguns aspectos fundamentais criar uma base para, dentro de cinco anos, estruturarmos a especialização em Cabo Verde”, com apoio “dos médicos cabo-verdianos que vivem no estrangeiro, que são professores universitários” e virão ajudar na formação internamente, explicou Jorge Figueiredo, num debate solicitado pela União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) sobre a política de saúde.

O objectivo é reduzir a dependência do país em relação a missões internacionais, como as de Cuba e da China, capacitar o sistema nacional de saúde para responder às reformas em curso e, num prazo de 10 anos, “substituir de forma sustentável os médicos estrangeiros”.

As especialidades que arrancam no próximo ano são as de cirurgia, pediatria, ginecologia, anestesia, medicina interna e medicina geral e familiar.

A partir de 2030, o Governo prevê iniciar a formação noutras especialidades que deverão reduzir as transferências médicas para o exterior em cerca de 30%.

Entre elas estão cardiologia, ortotraumatologia, oncologia, oftalmologia, psiquiatria e hematologia.

No debate de hoje, o ministro revelou que existem 10 aparelhos de TAC (Tomografia Computorizada) no sector privado do país.

“Estamos com uma média de um TAC por cada 50 mil habitantes, enquanto na União Europeia é de um por cada 25 mil, independentemente de ser público ou privado”, indicou.

Segundo Jorge Figueiredo, isso reflecte melhorias nas condições das consultas.

“As infra-estruturas aumentaram e diversificaram-se, nomeadamente na área das análises clínicas, que hoje estão acessíveis a toda a população. Houve também melhorias no apoio ao diagnóstico e no tratamento precoce. Se há uma redução da mortalidade geral e infantil, é porque as condições das consultas melhoraram efectivamente”, concluiu.

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