O parlamento são-tomense cancelou a sessão solene prevista para esta sexta-feira, em alusão aos 50 anos da independência do arquipélago, devido à indisponibilidade do Presidente da República e do primeiro-ministro.
Num comunicado de imprensa divulgado na página do parlamento do Facebook, a secretária da mesa da Assembleia Nacional, refere que foi informada através do ministro da Defesa, na qualidade de presidente da comissão dos festejos, “da indisponibilidade” do Presidente da República, Carlos Vila Nova, em estar no acto.
Acrescenta que a ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher “informou a conferência dos presidentes dos Grupos Parlamentares, na reunião de hoje, que estaria igualmente ausente no ato” o primeiro-ministro Américo Ramos.
“Nestes termos, a Conferência dos Presidentes dos Grupos Parlamentares deliberou sobre o cancelamento da referida Sessão Solene”, lê-se na nota, sem adiantar os motivos das ausências.
O chefe de Estado são-tomense, Carlos Vila Nova, é também o presidente da “comissão de honra” dos festejos dos 50 anos da independência, e segundo imagens divulgadas pela Presidência da República, presidiu a várias reuniões preparatórias nas quais participaram representantes de todos os órgãos de soberania, incluindo a presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento.
A sessão solene na Assembleia Nacional está prevista no programa oficial que tem sido divulgado nos órgãos de comunicação social há semanas, mas o cancelamento acontece a menos de 24 horas, segundo fontes da instituição, numa altura em que a Assembleia Nacional (Parlamento) já havia enviado convites a várias entidades, e praticamente concluída a ornamentação do espaço que iria acolher o acto.
Segundo o programa, a Presidência deveria acolher um “acto solene de condecorações” a realizar-se hoje, sexta-feira.
São Tomé e Príncipe tornou-se independente em 12 de Julho de 1975, após cinco séculos de domínio colonial português.
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