CPLP pede acções “contundentes” contra protestos nos PALOP

Jojo

O Centro de Análise Estratégica da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CAE-CPLP) defendeu em Maputo acções “necessárias e contundentes” contra protestos pós-eleitorais sobretudo nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), justificando que minam o desenvolvimento. Ou seja, quer que a CPLP branqueie as fraudes eleitorais, como acontece há 50 anos com o MPLA em Angola e com a FRELIMO em Moçambique.

“É o que se passa praticamente em todos os países africanos [no período] pós-eleitoral. Já é uma vivência, só que é preciso desenvolver acções necessárias e contundentes para, de forma inequívoca, protelar esses desideratos pós-eleitorais, porque sem os quais, os países africanos, principalmente os países africanos da CPLP, não poderão encontrar o caminho necessário para o desenvolvimento”, disse o director do CAE-CPLP, João Carlos Pires.

O responsável falava em Maputo à margem do 30.º seminário internacional do Centro de Análise Estratégica da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CAE/CPLP) que debateu “A Influência das Grandes Potências em África e Seus Impactos para a CPLP: Uma Visão Africana”.

Fundada em 1996, a CPLP integra nove países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Moçambique viveu desde as eleições de Outubro de 2024 um clima de forte agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Venâncio Mondlane, que rejeitou os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, culminando com cerca de 400 mortos, de acordo com dados das organizações da sociedade civil que acompanharam o processo.

O Governo moçambicano confirmou anteriormente, pelo menos, 80 óbitos, além da destruição de 1.677 estabelecimentos comerciais, 177 escolas e 23 unidades sanitárias durante as manifestações.

Após meses de manifestações de contestação aos resultados eleitorais, o chefe de Estado e Venâncio Mondlane encontraram-se pela primeira vez em 23 de Março, em Maputo, e acordaram pela pacificação do país, repetindo o encontro em 21 de Maio.

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