No terceiro dia de greve dos taxistas, marcada por tumultos e pilhagens, o medo sente-se ainda em Luanda, que ensaia um regresso à normalidade apesar de muitas lojas permanecerem fechadas ou vandalizadas, sinal claro da violência dos últimos dias. O trânsito mantém-se tímido nas principais vias da capital angolana, onde é visível a presença de viaturas blindadas da Polícia de Intervenção Rápida e de militares das Forças Armadas Angolanas, destacados para evitar novos distúrbios. As poucas bombas de combustível em funcionamento estão fortemente protegidas por agentes policiais, e já se…
Ler Mais...Dia: 30 de Julho, 2025
“Fiquei sem chão”: o drama de António após os tumultos em Luanda
Vidros partidos, armários destruídos, salas vazias. É tudo o que resta do hotel que António Bumba construiu nas últimas duas décadas e que foi destruído nos tumultos em Luanda, deixando a si e aos seus funcionários apenas um monte de escombros. No que sobrou do edifício, notam-se os sinais do cuidado e carinho com que geria o espaço, que incluía bares, albergaria, restaurante, salão de festas e uma pequena loja, no bairro Calemba 2 — uma das zonas mais afectadas pela violência que varreu vários pontos da capital angolana no…
Ler Mais...Tumultos em Luanda causaram 22 mortos e 197 feridos em dois dias
O balanço provisório das autoridades angolanas aponta para 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detenções, nos dois dias de tumultos registados na província de Luanda, durante uma paralisação de taxistas, avançou o Governo esta quarta-feira. Os dados foram avançados pelo ministro do Interior de Angola, Manuel Homem, no final da reunião do Conselho de Ministros, onde foi passado o ponto da situação dos dois últimos dias, marcado por actos de vandalismo na capital angolana. Os actos de violência aconteceram na sequência da paralisação por três dias dos serviços de táxis,…
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