Fundação budistas Tzu Chi vai entregar sementes a 2.700 famílias moçambicanas

Jojo

A fundação de princípios budistas Tzu Chi anunciou hoje a disponibilização de sementes para 2.700 famílias afectadas pelos ciclones Gombe e Jude na província moçambicana de Nampula, apoiando a recuperação agrícola e subsistência após sucessivos desastres naturais.

“Quando os ciclones atingiram esta província, a fundação mobilizou apoios imediatos, sobretudo em alimentos e outros utensílios básicos. Agora, dando continuidade à assistência, a nossa ambição é garantir que estas famílias disponham de meios de subsistência, evitando o problema da dependência”, afirmou o presidente da Tzu Chi Moçambique, Dino Foi, citado num comunicado da instituição.

Segundo o comunicado, trata-se da segunda distribuição de sementes pela organização naquela província, onde conta com 286 voluntários, num universo de mais de 10 mil espalhados pelo país.

As famílias afectadas pelos ciclones Gombe (2022) e Jude (2025) vão beneficiar, a partir do próximo ano, de sementes de gergelim, milho e feijão, além de capacitação técnica ministrada por agricultores locais.

Nos últimos três anos, a fundação apoiou mais de 14 mil famílias em Nampula com alimentos, capacitação e bens essenciais. Durante o ciclone Gombe, mobilizou ajuda imediata para 7.272 famílias, incluindo produtos de higiene e utensílios básicos.

Já após o ciclone Jude, em Março deste ano, que afectou mais de 380 mil pessoas, provocando 43 mortos, a fundação voltou a intervir em Nampula, alcançando 7.013 famílias com distribuição de alimentos e ‘kits’ de higiene, sobretudo para pessoas acolhidas em centros de acomodação.

Fundada em 2012, a Tzu Chi intensificou a sua actuação em Moçambique após o ciclone Idai, em 2019, tendo já apoiado mais de 20 mil famílias em projectos de educação, saúde, reassentamento e segurança alimentar, com financiamento proveniente de mais de 10 milhões de voluntários em todo o mundo.

Na província de Sofala, o pacote de apoio à reconstrução está orçado em 108 milhões de dólares (101 milhões de euros), inteiramente disponibilizados pela fundação.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril.

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