José Joaquim Cabral, autor de diversas obras, considera que a sua escrita foi abençoada por Frei Gesualdo Fiorini, sobre cuja marcante vida, em São Nicolau, escreveu uma biografia em 2006. Não tinha experiência, mas deu certo e continuou. Ele foi a Itália para encontros literários na Universidade de Roma e homenagem na comunidade cabo-verdiana e em Fiuggi a esse distinto capuchinho italiano que dedicou 52 anos da sua vida ao desenvolvimento espiritual e material de Cabo Verde. Numa cornija múltipla – que contemplou um encontro na comunidade cabo-verdiana para homenagear…
Ler Mais...Dia: 9 de Novembro, 2025
Relatório da Democracia 2025 alerta para retrocessos nalguns países lusófonos
O Relatório da Democracia 2025, da responsabilidade do ISCTE, alerta para retrocessos na qualidade das democracias em alguns países lusófonos, distinguindo cinco Estados com regimes democráticos estáveis e três (Angola, Guiné-Bissau e Moçambique) marcados por fragilidades institucionais. A segunda edição do relatório Variedades de Democracia (V-Dem) em língua portuguesa dedica, pela primeira vez, uma secção aos países lusófonos e coloca o Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além de Portugal, no lugar de regimes com instituições políticas democráticas, “onde são reconhecidas eleições livres e justas, pluralismo político,…
Ler Mais...Cinquenta anos de independência “a fazer pior”
O antigo primeiro-ministro angolano, Marcolino Moco, considerou um paradoxo a luta pela independência para pôr fim aos “horrores da PIDE” e à má distribuição da riqueza, quando hoje faz-se “pior”, sem se abordar a situação. Numa análise sobre os 50 anos de (in)dependência que Angola completa na próxima terça-feira, Marcolino Moco destacou que decorrem um conjunto “de festividades com euforia”, perdendo-se “uma grande oportunidade” de fazer disso uma jornada de reflexão “por tantos problemas” que os angolanos têm vivido desde a independência até hoje. “Para dizer que é um paradoxo,…
Ler Mais...Livro aborda herança árabe em Fernando Pessoa que se afasta de visões ultranacionalistas
Uma coletânea de textos de Fernando Pessoa sobre o islamismo e a cultura árabe mostra a atenção que o poeta dava à civilização, colocando-a como parte da origem da cultura portuguesa e afastando-se de visões nacionalistas ou islamófobas. “A alma árabe é o fundo da alma portuguesa”, escreveu o poeta, citado pelo investigador Fabrizio Boscaglia que lançou recentemente a obra “O sábio árabe”, com textos de Fernando Pessoa sobre a civilização arábico-islâmica, da editora Shantarin. A relação do poeta com a cultura islâmica “surpreende-nos, sendo que o facto de que…
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