Os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses.
O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país.
Na comunicação informa-se que foi “instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” e que o mesmo “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”.
Por sua vez, o Governo português afirmou hoje que a normalidade constitucional na Guiné-Bissau foi interrompida e apelou a que os envolvidos nestes acontecimentos se abstenham de atos violentos, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Os militares tomaram hoje o poder em Bissau, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses a que a agência Lusa teve acesso.
Face aos “acontecimentos que interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau”, o Governo português apelou a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer ato de violência institucional ou cívica.
Apela ainda a que “se retome a regularidade do funcionamento das instituições, de modo que se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais.
O Governo assegurou ainda que está em contacto permanente com a Embaixada portuguesa em Bissau “para se assegurar da situação dos cidadãos portugueses e, bem assim, da população em geral”.
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