O valor da importação de mercadorias em Cabo Verde cresceu 9% em 2025, em termos homólogos, de acordo com novos dados publicados pelo banco central e consultados hoje pela Lusa.
Cabo Verde é um país fortemente dependente de importações, sobretudo de bens de consumo, que correspondem a quase metade do valor das mercadorias importadas e cuja fatura da categoria cresceu 5%.
Grande parte destes bens de consumo corresponde a produtos alimentares transformados (um quinto do total das mercadorias), categoria que, só por si, cresceu 3% no último ano.
Outras categorias com menor peso no cabaz também registaram aumentos nos respetivos valores.
A entrada de bens intermédios (produtos para construção e outras empresas) cresceu 15% e os bens de capital (máquinas e meios de transporte) subiram 36%.
Por outro lado, a fatura de combustíveis desceu quase 10% em 2025, acompanhando a tendência global de queda dos preços do petróleo, depois de um pico em 2022 — ciclo entretanto ameaçado com a atual crise no Médio Oriente.
No final, a fatura total de importação de mercadorias foi de 110 mil milhões de escudos (cerca de mil milhões de euros), em 2025.
Deste total, a maioria das importações (67%) continua a ser comprada na zona euro, com destaque para Portugal, que se mantém como principal fornecedor, responsável por 48% das importações – ou seja, num valor de 52,5 mil milhões de escudos (476 milhões de euros), mais 10% que em 2024.
Do outro lado da balança, aquilo que o país fatura com exportações cresceu 18% e está relacionado sobretudo com o processamento de pescado para Espanha.
Ainda assim, a receita da exportação de mercadorias ascendeu a 9,3 mil milhões de escudos (84 milhões de euros), menos de um décimo do valor das importações.
Os dados do BCV relativos a 2025 ainda não incluem o valor anual das exportações de serviços, onde se inclui o turismo, setor que serve de motor à economia cabo-verdiana e que ajuda a reduzir o défice comercial com o exterior.
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