República das medalhas

Angola condecoracoes

Em Angola, as medalhas chovem como arroz em casamento político. Já ninguém sabe se uma condecoração é sinal de mérito, de amizade ou de conveniência. O Presidente João Lourenço aproxima-se do recorde de Marcelo Rebelo de Sousa, com quase mil distinções atribuídas desde que subiu ao trono do poder. Mas a pergunta que ecoa nas ruas e nos corredores da vergonha nacional é esta: quem está a ser condecorado, e porquê? Por Malundo Kudiqueba Não se trata apenas de números, mas de símbolos. Uma medalha deveria ser uma celebração da…

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A Nova Corrida ao Ouro: China, Rússia e EUA nos Países Lusófonos de África

A nova corrida ao ouro malundo kudiqueba

Na era da globalização e da multipolaridade, os países lusófonos de África tornaram-se o novo campo de batalha silencioso de potências como China, Rússia e Estados Unidos. Esta não é uma disputa qualquer. É uma verdadeira corrida ao ouro — o ouro dos recursos naturais, da influência estratégica e do controlo político. Malundo Kudiqueba A narrativa oficial fala em cooperação, desenvolvimento e investimentos, mas a verdade é que estes gigantes geopolíticos veem os PALOP como tabuleiros para o seu xadrez global. O que está em jogo não é só o…

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A Gripe Aviária e o Frango Brasileiro

Gripe das aves economia brasil malundo kudiqueba

O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta um momento delicado com a suspensão das exportações avícolas para nove importantes mercados internacionais, incluindo a China, União Europeia, Canadá, África do Sul, Chile, Argentina, Uruguai, México e Coreia do Sul. A medida surge na sequência da confirmação de um caso de gripe aviária (H5N1) numa granja comercial no Rio Grande do Sul — uma ocorrência que, embora isolada, expõe as vulnerabilidades do modelo agroexportador brasileiro e acende alertas que vão muito para além da mera questão sanitária. Malundo Kudiqueba…

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Recordando o Acordo de Alto Kauango, um marco na história de Angola

Acordo de alto kauango william tonet higino carneiro ben ben

No dia em que se assinala mais um aniversário do primeiro Acordo de Paz em Angola, assinado entre as tropas da UNITA e do Governo, a 19 de Maio de 1991, no Alto Kauango, o Notícias Lusófonas não quer deixar de lembrar este evento pela importância definitiva que teve para a paz em Angola. O jornalista William Tonet tomou a iniciativa, contactou as partes beligerantes com acordo das hierarquias respectivas e mediou as negociações. Este acordo veio a revelar-se crucial para a concretização e assinatura dos Acordos de Bicesse, no…

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Devemos ajudar os mais pobres

Entrevista com arlindo cunha noticias lusofonas

Em entrevista ao Notícias Lusófonas, o eurodeputado do PSD Arlindo Cunha afirma que é preciso, além de urgente, dar mais apoios aos Países em Vias de Desenvolvimento. Reivindica, por isso, uma estratégia europeia diferente da que está a ser praticada e que seja mais sustentável. Noticias Lusófonas – Como deve ser o apoio da União Europeia aos países em vias de desenvolvimento (PVD)? Arlindo Cunha – “O apoio da União Europeia deve basear-se mais no desenvolvimento sustentável dos recursos endógenos, o que significa essencialmente obter a meta da auto-suficiência alimentar.…

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Nos 500 anos de Camões que inspiração edifica ainda hoje na Lusofonia?

500 anos de camoes por eugenio costa almeida

A celebração dos 500 anos de Luís de Camões, ocorrida em 2024, e que se está ainda a celebrar no ano que os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) celebram 50 anos das suas independências, representa um momento de reflexão e homenagem à figura do primeiro grande poeta da língua portuguesa, cuja influência transcendeu fronteiras e gerações. Camões, autor de obras emblemáticas como “Os Lusíadas# ou das peças teatrais “El-Rei Seleuco”, “Filodemo” e “Anfitriões”, bem como a coleção de poesia lírica “Rimas”, é considerado o principal responsável por consolidar…

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Assunto: Língua Portuguesa

Coluna do leitor escreva no noticias lusofonas

Tendo sido eu professor primário em Angola, actividade que iniciei há mais de 50 anos, estranho que os angolanos – entre outros povos lusófonos – falem tão mal português (a nossa língua oficial) e escrevam ainda pior. Quase ninguém escapa, até mesmo as mais relevantes personalidades do país.Assim sendo, creio que Portugal deveria apostar mais, muito mais, no ensino da língua portuguesa que, no nosso caso, poderia funcionar como uma espécie de cimento que uniria as outras partes da nossa identidade, ou seja, as diferentes línguas maternas. Aceitem os meus…

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