Sonhei águas de Kalandula na lagoa de Santo André

Jojo

Gostaria que este fosse um texto para celebrar os 50 anos da independência de Angola, mas é apenas um “lamento de exilado”, como escreveu o meu saudoso amigo Inácio Rebelo de Andrade.  Por Tomás Gavino Coelho Faz hoje 50 anos que saí fisicamente do meu chão natal, refugiado num Portugal que me acolheu e a quem estou grato, fugido de uma guerra civil atroz, magoado com o insulto que ouvia diariamente “branco, vai p’rá tua terra!”, vociferado por miúdos armados e de arma apontada, primeiros sinais da desgraça que se…

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Mais do que uma boa acção

Jojo

Naquele sábado de Setembro, usando o meu passe dos transportes públicos de Lisboa, porque andar na cidade de carro, ainda mais na “cidade velha”, é um desafio hercúleo e um desgaste grande, pelo que me meti a caminho para visitar o Panteão Nacional, que nunca tinha visitado, apesar de viver em Lisboa há 63 anos, e aproveitaria para visitar outros pontos de interesse naqueles lados desta Lisboa de colinas, nomeadamente, o Convento da Graça e Igreja, onde só tinha estado várias vezes no miradouro no adro, donde se desfrutam as…

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A história não perdoará os que se calam

Jojo

No telejornal das 13h, de um dos canais de tv, hoje, vi e ouvi o Netanyahu a perorar sobre camiões com comida para Gaza que ele não deixa passar porque o Hamas rouba tudo.  Ora, à luz do que hoje se sabe, só ele mesmo e os comparsas (que os tem até aqui em Portugal) são capazes de dizer tais coisas sem pestanejar. Texto de Elias Cruz Ferreira, professor reformado Sobra-me tempo e comecei, então, a escrever um pequeno texto, a propósito. Depois de acabado e revisto, uma primeira vez,…

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Das Verdades que nos governam à Verdade em que vivemos: Entre Sombras e Luz

Jojo

Vivemos rodeados de verdades. Umas são-nos impostas, outras somos nós que escolhemos acreditar nelas, e outras aceitamo-las sem as questionar… O filósofo Michel Foucault introduziu o conceito de ‘regimes de verdade’ para descrever os sistemas de normas, regras e práticas que determinam o que uma sociedade aceita como verdadeiro ou falso. Estas “verdades” não são eternas, mas sim construções sociais e discursivas que mudam com o tempo, com o poder, com as maiorias… Por António da Cunha Duarte Justo Um exemplo flagrante desse mecanismo é o modus operandi de instituições…

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Brasil: O Gigante que a Lusofonia Não Pode Ignorar

Brasil brics

O Brasil é demasiado grande para se esconder. E demasiado importante para continuar a dormir. A CPLP precisa de um Brasil com ambição. E o mundo precisa de um Brasil com rumo. Quando se fala em Lusofonia, é impossível ignorar a presença colossal do Brasil. Com uma população que supera em muito a dos demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Brasil detém não apenas um vasto potencial demográfico, mas também económico, cultural e político. Contudo, apesar dessa magnitude inerente, o país tem, por vezes,…

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Dia de Portugal – Um Canto Renascido

Dia de portugal um canto renascido antonio justo

10 de Junho de 1580 – Luís de Camões parte, levando consigo o último suspiro de um Portugal dourado. De celebração em celebração, embrulhamos a alma da pátria em folhas de jornal, como sardinhas de feira popular. Queimamos incenso sobre o corpo ainda quente da nação, enquanto ela, entre golfadas de fumo e discursos vazios, agoniza em festa. Camões, o trovador do destino lusitano, cantou-nos quando éramos aurora. Nas páginas d’Os Lusíadas, o sangue dos heróis ainda corre, mas secou nas veias dos que nos têm governado. O sol da…

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Portugal em campo: Um exemplo que a política insiste em ignorar

Jojo

Portugal brilha em campo, derrotando gigantes como Espanha (1) e Alemanha, com alma, inteligência e união. Fora das quatro linhas do relvado, porém, reina o conformismo e a mediocridade: uma política sem norte, sem paixão e sem povo. No futebol vemos uma nação inspirada, competente e com talento; na política, um país parado e resignado sempre à espera de comando próprio. Por António da Cunha Duarte Justo Nas últimas partidas da Liga das Nações, Portugal conquistou duas vitórias memoráveis: primeiro frente à Alemanha, depois frente à Espanha — duas potências…

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República das medalhas

Angola condecoracoes

Em Angola, as medalhas chovem como arroz em casamento político. Já ninguém sabe se uma condecoração é sinal de mérito, de amizade ou de conveniência. O Presidente João Lourenço aproxima-se do recorde de Marcelo Rebelo de Sousa, com quase mil distinções atribuídas desde que subiu ao trono do poder. Mas a pergunta que ecoa nas ruas e nos corredores da vergonha nacional é esta: quem está a ser condecorado, e porquê? Por Malundo Kudiqueba Não se trata apenas de números, mas de símbolos. Uma medalha deveria ser uma celebração da…

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Meu Filho, Meu Tesouro

Jojo

Quando caminhamos, pelas ruas, dominados pelos nossos sentimentos e problemas, normalmente com a cabeça baixa, nem nos damos conta dos dramas de muitos com quem nos cruzamos, mas, se mais libertos do nosso “egocentrismo”, poderemos olhar no rosto dos transeuntes com quem nos cruzamos e tentarmos “ler” o que lhe vai na alma, que pode ser de felicidade ou tristeza, de angústias ou reflexo dos problemas que as afligem. Por Serafim Marques Por mim, e porque me apaixonei pela Psicossociologia, essa parente pobre das ciências (sociais,), essa perceção das emoções…

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A Nova Corrida ao Ouro: China, Rússia e EUA nos Países Lusófonos de África

A nova corrida ao ouro malundo kudiqueba

Na era da globalização e da multipolaridade, os países lusófonos de África tornaram-se o novo campo de batalha silencioso de potências como China, Rússia e Estados Unidos. Esta não é uma disputa qualquer. É uma verdadeira corrida ao ouro — o ouro dos recursos naturais, da influência estratégica e do controlo político. Malundo Kudiqueba A narrativa oficial fala em cooperação, desenvolvimento e investimentos, mas a verdade é que estes gigantes geopolíticos veem os PALOP como tabuleiros para o seu xadrez global. O que está em jogo não é só o…

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