Uma reflexão sobre o significado e impacto da terceira visita papal ao país por: Eugénio Costa Almeida* A visita do Papa Leão XIV a Angola, que hoje se inicia e que irá até 21 de Abril, representa um marco histórico e espiritual para o país e para toda a comunidade católica. Trata-se do terceiro Pontífice a pisar solo angolano, sucedendo ao Papa João Paulo II, que visitou Angola em 1992, num momento crítico de transição política após os Acordos de Bicesse e num contexto de guerra civil, e segunda, em…
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24 Anos de Paz e o Caminho do Reencontro (2002–2026)
Introdução: o renascer no Luena O dia 4 de Abril de 2002 não foi apenas uma data no calendário civil da República de Angola; foi, pode-se dizer, o marco zero da modernidade Angolana. por: Eugénio da Costa Almeida* Quando os generais das Forças Armadas Angolanas (General Armando da Cruz Neto (1949-), à época Chefe do Estado-Maior General das FAA) e da UNITA (General Abreu Muengo Ukwachitembo “Kamorteiro” (1959-2022), na altura Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Libertação de Angola – FALA) assinaram o «Memorando de Entendimento Complementar ao…
Ler Mais...De bem com Deus e com o Diabo
Os bispos católicos angolanos disseram hoje que vencer a pobreza “é o maior desafio” do país e instaram o Governo (do MPLA há 50 anos e quase sempre com a conivência da Igreja Católica de Angola) a “destruir com coragem” os monopólios que inviabilizam a diversificação da economia e multiplicam a miséria e exclusão. De acordo com o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), José Manuel Imbamba, vencer a pobreza (e pobres “apenas” são mais de 20 milhões) constitui o maior desafio de Angola, considerando que…
Ler Mais...Amnésia selectiva de Guterres sobre Cabinda
Após 60 anos de esforços das Nações Unidas, cerca de 80 ex-colónias alcançaram a independência, mas 17 territórios ainda permanecem sob controle, muitos são pequenas ilhas que enfrentam ameaças climáticas cada vez mais intensas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pede diálogo inclusivo e participação dos jovens. Orlando Castro Folha 8 Desde 1945, mais de 80 ex-colónias, que abrigam cerca de 750 milhões de pessoas, conquistaram a independência. No entanto, 17 Territórios Não Autónomos permanecem na lista da ONU, abrigando quase dois milhões de pessoas. De acordo com a ONU,…
Ler Mais...Guiné-Bissau arrasa Angola e Cabo Verde
As autoridades de transição da Guiné-Bissau classificaram hoje de “incoerência” e “fachada democrática” as declarações dos chefes de Estado de Cabo Verde e Angola sobre a crise política guineense na cimeira da União Africana. O Conselho Nacional de Transição (CNT) reagiu, em comunicado lido pelo porta-voz Fernando Vaz, às posições assumidas pelos Presidentes de Cabo Verde, José Maria Neves, e de Angola, João Lourenço, durante o fim-de-semana, em Adis Abeba, na Nigéria. Na 39.ª Cimeira da União Africana, organização que suspendeu a Guiné-Bissau desde o golpe militar de Novembro de…
Ler Mais...A História continua a ser (bem) escrita
«A Tragédia da Partida dos Colonos de Angola», de Xavier de Figueiredo, dá-nos uma visão ampla do fenómeno da debandada dos colonos de Angola, como fruto do trágico processo de descolonização do território. É, porém, nas consequências da debandada que o livro se concentra, revelando aspectos até agora desconhecidos ou aprofundando outros já do conhecimento geral. Neste livro, Xavier de Figueiredo defende que os colonos não o eram no sentido pejorativo que o termo adquiriu, fustigado por ideologias às quais importou estigmatizá-los, mas sim gente, na sua imensa maioria, deveras…
Ler Mais...Como a metrópole descolou em 50 anos e as colónias estagnaram
Um dia. 8 de Janeiro de 2026. Um acto. Eleições presidenciais. Segunda volta. Dois candidatos. António José Seguro, André Ventura. Um voto. Electrónico. Multiplicativo, de milhões. Em Portugal e diáspora. Sem batota. Sem fraude. Sem reclamação, sobre os actos da CNE. Sem Manico de Angola. Eterno suspeito. Fraudulento… incendiário. Partidocrata… Por Kuiba Afonso Lá o Manuel da Silva é íntegro. Aqui o juiz, vergonhosamente, não honra a magistratura. Prefere deixar, aos filhos, a herança dos “dólares de sangue” e não a honra, os valores e a ética… A corrupção fala…
Ler Mais...Angola é o país africano com mais brasileiros, angolanos querem estudar no Brasil
Angola acolhe a maior comunidade brasileira em África e cada vez mais angolanos procuram o Brasil, sobretudo para estudar, aumentando a pressão sobre a emissão de vistos, diz o cônsul-geral do Brasil em Luanda, Ary Quintella. Em declarações à Lusa, Ary Quintella fez um balanço positivo do primeiro ano de funcionamento do Consulado-Geral do Brasil em Luanda, considerando que a sua criação foi necessária, tendo em conta que vivem em Angola entre 25 mil e 30 mil cidadãos brasileiros, a maior comunidade brasileira em África. “A abertura do Consulado-Geral era…
Ler Mais...Manuel Mota evoca legado do pai e reforça compromisso com Angola
Foi com emoção que Manuel Mota, filho do empresário Manuel António da Mota, evocou o legado do pai durante a cerimónia da 3.ª Edição do Prémio Manuel António da Mota – Uma Vida em Angola. Para o representante da família, esta iniciativa é mais do que um prémio: é a continuidade de uma visão profundamente ligada a Angola, às suas pessoas e ao desenvolvimento humano como pilar do progresso. Manuel Mota sublinhou que o prémio traduz, de forma concreta, um compromisso que atravessa gerações e que reflecte a relação construída…
Ler Mais...50 Anos de Independências Africanas Vistos pelos seus Cidadãos
Só Fizeram Falta Os Que Disseram “SIM” 2025. 50 anos das independências dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe; ainda que, na realidade, a Guiné-Bissau tenha comemorado 52 anos, mas como Portugal só reconheceu a sua independência mais de um ano depois. Meio século depois da conquista da soberania, esperava-se que a efeméride fosse não apenas motivo de celebração, mas também de reflexão séria e plural sobre os caminhos percorridos e os desafios ainda presentes. Contudo, a…
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