Ex-militares, idosos, jovens e crianças estão entre as centenas de necessitados que todas as quintas-feiras recebem pães de uma empresa de segurança privada em Luanda, gesto que serve minimizar a fome enquanto criticam o Governo (do MPLA há 50 anos) pelo “abandono”. São mais de 300 pessoas carenciadas que, como milhões de outras continuam a tentar – como aconselha o MPLA – vier sem comer, tentam matar a fome e acorrem todas as quintas-feiras ao bairro Vila Alice, em Luanda, para aí recebem os pães doados por uma empresa de…
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Luanda, retrato a preto e… MPLA
Luanda celebra no domingo 450 anos sob queixas de fome, desemprego e críticas pela falta de saneamento e infraestruturas básicas que agudizam o clamor dos munícipes, descontentes com a perda de identidade histórico-cultural da capital angolana. Por Domingos da Silva Agência Lusa Ouvidos pela Lusa numa ronda pela cidade, munícipes lamentaram que o êxodo demográfico tenha transformado Luanda numa cidade com múltiplos desafios em que o investimento público não responde às necessidades dos quase 9 milhões de habitantes. O centro da capital e do poder político angolano ainda preserva alguns…
Ler Mais...‘Badjias’ resistem a crises sociais e alimentam famílias em Maputo
Lina Machava, vendedora de ‘badjias’ na Manhiça, espera “fazer dinheiro” este Natal vendendo os pastéis nas bancas improvisadas que resistiram aos protestos pós-eleitorais, negócio que alimenta famílias que fogem ao desemprego naquele distrito da província de Maputo. Aos 52 anos, os últimos seis a confecionar e a vender estes pastéis, de inspiração indiana e populares em Moçambique, à base de farinha de feijão nhemba e servidos no pão, explica à Lusa que o negócio, na Manhiça, a cerca de 80 quilómetros a norte da cidade de Maputo, “não tem tempo”…
Ler Mais...João Lourenço destaca capacidade energética do país
O Presidente angolano afirmou hoje que Angola tem capacidade para gerar energia elétrica suficiente para satisfazer as necessidades internas e manifestou disponibilidade para partilhar o excedente com países vizinhos, desde que surjam investidores interessados. Falando na abertura da 3.ª Cimeira para o Financiamento de Infraestruturas em África, que decorre até sexta-feira em Luanda, João Lourenço, atual Presidente em Exercício da União Africana, reafirmou o compromisso de Angola em trabalhar com todos os Estados-membros, instituições financeiras e parceiros internacionais. Destacou que o desenvolvimento de infraestruturas é essencial para criar empregos, promover…
Ler Mais...Fundação budistas Tzu Chi vai entregar sementes a 2.700 famílias moçambicanas
A fundação de princípios budistas Tzu Chi anunciou hoje a disponibilização de sementes para 2.700 famílias afectadas pelos ciclones Gombe e Jude na província moçambicana de Nampula, apoiando a recuperação agrícola e subsistência após sucessivos desastres naturais. “Quando os ciclones atingiram esta província, a fundação mobilizou apoios imediatos, sobretudo em alimentos e outros utensílios básicos. Agora, dando continuidade à assistência, a nossa ambição é garantir que estas famílias disponham de meios de subsistência, evitando o problema da dependência”, afirmou o presidente da Tzu Chi Moçambique, Dino Foi, citado num comunicado…
Ler Mais...Salário mínimo garante apenas refeições mínimas às famílias angolanas
Na família Cahassa, o salário mínimo praticado em Angola garante apenas duas ou três refeições mais equilibradas no mês, porque o rendimento mensal não cobre as necessidades globais da família, que vão dos gastos com a água à educação. Com um agregado composto por oito filhos, António Rodrigues Cahassa, técnico de electricidade de uma empresa privada em Luanda, diz ter um salário de 70.000 kwanzas (64 euros) e vive dias dramáticos para garantir o sustento da família durante trinta dias. Residente no Bairro do Dangereux, zona pobre junto à zona…
Ler Mais...Entre lume e fumo, mulheres assam castanhas para sustentar famílias em Maputo
Sentadas à porta de uma casa, em Maputo, escurecida pelo fumo da castanha assada, duas mulheres, ambas Rosalina de nome, sustentam famílias a partir do negócio que atravessa gerações e volta a ganhar força em Moçambique: o caju. No bairro da Malanga, arredores do centro da capital, o dia começa ainda de noite para Rosalina Justino, 60 anos, que, antes do nascer do sol, começa a assar castanha de caju numa fogueira. “Acordo às três da madrugada para começar a partir castanhas, nessa hora mesmo, não há muito tempo”, diz…
Ler Mais...Luanda paralisou hoje entre a fome e o medo
Preocupados com a insegurança e a possibilidade de escassez de bens, muitos luandenses procuraram hoje abastecer-se nas poucas lojas ainda abertas, temendo as incertezas dos próximos dias. As autoridades angolanas confirmaram a existência de quatro mortos e já detiveram mais de 500 pessoas. No segundo dia da paralisação convocada pelos taxistas — que degenerou em protestos violentos, actos de vandalismo e pilhagens –, populares ouvidos pela Lusa na capital angolana manifestaram receios face à instabilidade e condenaram os distúrbios, mas reconhecem que há motivos para os protestos, que atribuem sobretudo…
Ler Mais...«Vou dar à mamã, está doente»
Pelas 11:00 da manhã, Faque Mário recebe, na escola dos Coqueiros, Chiúre, arroz e feijão das agências humanitárias, a primeira comida em dias, após fugir com a mãe dos ataques de extremistas no sul de Cabo Delgado, Moçambique. “Vou dar à mamã, está doente. Vai agradecer muito, porque está a sofrer”, conta à Lusa Faque, 20 anos. Depois do ataque à aldeia, na quinta-feira, levou um dia a chegar de Chiúre Velho à sede distrital, ajudando a mãe e outros pelo caminho. Escola Primária Completa (EPC) de Coqueiros, no bairro…
Ler Mais...Unicef pede em Maputo acções urgentes e ousadas para travar mortalidade infantil
O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) apelou a acções “urgentes, ousadas e integradas”, em substituição de esforços fragmentados, de modo a acabar com a mortalidade infantil evitável no mundo. “Temos de substituir esforços fragmentados por acções urgentes, ousadas e integradas”, lê-se numa nota daquela agência da ONU, divulgada hoje, referindo-se ao Fórum Global de Inovação e Acção para Imunização e Sobrevivência Infantil — 2025, que decorreu nos últimos três dias em Maputo. De acordo com a Unicef, o apelo à acção deixado no evento é claro: “acabar já…
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