Há cidades cuja geografia é marcada pelo rio, pela serra ou pelo mar. Kassel, no coração da Alemanha, também tem o rio Fulda, mas nela vê-se a marca da cinza. Quem percorre as suas ruas da cidade baixa, mesmo nas manhãs mais límpidas, sente um peso na terra um eco subterrâneo de 1943, quando 75% da cidade ruíram sob o fogo dos Aliados, pagando o preço de ser, já nessa altura, um bastião da indústria bélica. Hoje, as chaminés da Rheinmetall e da KNDS Deutschland não fumegam pólvora, mas exalam…
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Vivam os que “se agigantam e estremecem a indiferença”
O Presidente da República de Portugal, António José Seguro, elogiou hoje as “vozes que se agigantam e estremecem a indiferença”, enquanto há “países e líderes políticos apostados na tragédia”, num discurso em que fez referência aos jornalistas mortos pelas forças de Israel. António José Seguro discursava na Assembleia da República, na cerimónia de entrega do Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa 2025, que distinguiu o islandês Bragi Guðbrandsson, defensor dos direitos da criança, e o jornalista palestiniano Rami Abou Jamous, repórter de guerra. “É com um prazer dorido que me…
Ler Mais...Timor pede “decência” e “sentido de Estado” sem felicitar cessar-fogo entre EUA e Irão
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que da sua parte não há felicitações ao cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irão e pediu a ambos para mostrarem “decência” e “sentido de Estado”. “Após semanas de uma campanha aérea implacável levada a cabo por Israel e pelos Estados Unidos, o assassinato do líder espiritual iraniano e da sua família, incluindo uma bebé, o ataque deliberado a uma escola claramente identificada, que matou 170 raparigas e os seus professores, depois de causar caos e perturbações no comércio internacional, arruinando…
Ler Mais...OMS denuncia 92 ataques contra instalações de saúde no Líbano
A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou hoje que, desde 28 de Fevereiro, foram registados 92 ataques contra instalações de saúde, veículos e pessoal médico no Líbano, provocando um total de 53 mortos e 137 feridos. “Esses actos não se podem tornar a nova normalidade”, declarou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sua conta na rede social X (antigo Twitter), após denunciar o ataque mais recente, ocorrido próximo ao Hospital Universitário Rafik Hariri, o maior centro médico público do Líbano, que provocou quatro mortos e 39 feridos. A…
Ler Mais...Rio de Janeiro critica falta de apoio federal em megaoperação contra Comando Vermelho
O governador do estado brasileiro do Rio de Janeiro criticou a falta de apoio do Governo Federal contra as organizações criminosas, na sequência de uma megaoperação hoje contra o Comando Vermelho. Em conferência de imprensa, Cláudio Castro classificou a operação como “a maior” já realizada contra o Comando Vermelho e disse que o Rio de Janeiro “está sozinho nessa guerra”. “Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com a Segurança Pública. É uma operação de Estado de Defesa. É uma guerra que está passando os limites (…) que…
Ler Mais...Parlamento lembra guerra que matou milhares e pede aposta no diálogo político
A presidente do Parlamento moçambicano lembrou que a guerra civil, que durou 16 anos, matou cerca de um milhão de pessoas, pedindo uma aposta no diálogo político visando as reformas para a convivência pacífica no país. “Em 16 anos de uma guerra entre irmãos, cerca de um milhão de moçambicanos perderam a vida e o tecido social e económico ficou profundamente afectado”, disse a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, ao dirigir as cerimónias centrais que assinalam a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) em 4 de Outubro…
Ler Mais...Cuito, entre a memória da guerra em Angola e a reconciliação
A meses de celebrar 50 anos de Independência, Angola vive hoje em paz, mas no coração do Bié um memorial consagrado às vítimas da guerra no Cuito, registou em pedra um passado violento que a nação não esqueceu. O memorial foi construído em 2003 e ocupa uma área de 75 mil metros quadrados, reunindo os restos mortais de civis e militares caídos durante o cerco à cidade do planalto central entre Janeiro e Outubro de 1993. No auge do cerco, as vítimas iam sendo sepultadas pela cidade, antes de serem…
Ler Mais...Mistério angolano transformou-se numa reflexão artística sobre o colonialismo
O misterioso desaparecimento de um antropólogo angolano durante a guerra civil, nos anos 80, foi o ponto de partida para Victor Gama criar uma obra que cruza arte contemporânea e investigação histórica contra o apagamento das memórias de Angola. A partir das notas enigmáticas que recuperou das mãos de um ex-soldado sul-africano, o compositor angolano desenvolveu o projecto tecktonik: TOMBWA no qual o colonialismo português se entrelaça com a guerra de fronteira e os segredos do programa nuclear sul-africano, rompendo o silêncio imposto por décadas de conflito e censura. O…
Ler Mais...Forças Armadas Cabindesas acusam Angola de abater dois civis
O Estado-Maior das Forças Armadas Cabindesas (FAC) anunciou hoje o reinício dos combates entre o movimento independentista e as Forças Armadas Angolanas (FAA), referindo a morte de sete militares e onze civis, dos quais dois em território congolês. Em comunicado, assinado pelo tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer, chefe da Direcção das Forças Especiais das FAC, o grupo refere que morreram durante o ataque inicial, lançado hoje às 04:00, contra uma posição das Forças Armadas Cabindesas (FAC) na aldeia de Kimbanza-Vingi, em Necuto, quatro militares das FAC e nove civis. Os…
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