O Relatório da Democracia 2025, da responsabilidade do ISCTE, alerta para retrocessos na qualidade das democracias em alguns países lusófonos, distinguindo cinco Estados com regimes democráticos estáveis e três (Angola, Guiné-Bissau e Moçambique) marcados por fragilidades institucionais. A segunda edição do relatório Variedades de Democracia (V-Dem) em língua portuguesa dedica, pela primeira vez, uma secção aos países lusófonos e coloca o Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além de Portugal, no lugar de regimes com instituições políticas democráticas, “onde são reconhecidas eleições livres e justas, pluralismo político,…
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Lisboa voltou a celebrar Amílcar Cabral com música e bandeiras
A Avenida da Liberdade, em Lisboa, encheu-se este sábado de bandeiras dos países que há 50 anos conquistaram a sua independência de Portugal, e cerca de 500 pessoas celebraram Amílcar Cabral, símbolo desta independência. “A solidariedade não é um ato de caridade, mas sim uma ajuda entre as forças que lutam pelo mesmo objectivo” e “Portugal tem de ser anti racista” foram algumas das mensagens que podiam ser lidas em cartazes e faixas exibidos durante a segunda Grandi Marxa Cabral, que começou na rotunda do Marquês de Pombal. Com quase…
Ler Mais...Conceito de democracia está “em crise” em África
O investigador Pedro Borges Graça considera que o percurso dos países africanos desde as independências foi marcado por “turbulência”, referindo que a “democracia está reservada só para parte da população”. Borges Graça diz que “neste momento há uma crise da definição do conceito de democracia”, que utiliza dois termos para caracterizar a situação em África: democracia limitada e democracia reservada, “no sentido em que está reservada só para uma parte da população”. Segundo o professor do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), “a turbulência que existiu na Guiné, Angola e Moçambique…
Ler Mais...Investigadoras consideram que direitos das mulheres africanas não passam do papel
Três investigadoras dos assuntos das mulheres nas antigas colónias portuguesas de África realçaram que as legislações traduzem um reforço dos seus direitos nos últimos 50 anos, mas que em geral tais avanços não passam do papel. Por Casimiro Simões, da agência Lusa “A independência de Moçambique abriu muitos caminhos para uma alteração qualitativa da vida das mulheres”, disse à agência Lusa Teresa Cunha, que efectuou diversos estudos científicos neste país lusófono da África Austral. Desde 2008, esta investigadora de Coimbra realizou estudos em diferentes regiões de Moçambique, incluindo “com mulheres…
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