Não eram cinquenta, nem quinhentas, mas sim cinquenta mil. Cinquenta mil almas que, enquanto o tempo abre e fecha os olhos, transpuseram a cerca que separa África da Europa, para, no dia seguinte, regressarem a Marrocos como se o mar tivesse devolvido aquilo que a terra emprestara. A imagem é tão surreal como a rapidez com que se desenrolou o tufão. Por António da Cunha Duarte Justo ara o observador distraído, foi uma vaga migratória. Para o olhar crítico, um espelho que reflete as tensões submersas do Magrebe e, por…
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