UNITA critica silêncio do Presidente angolano sobre “execuções sumárias” nos tumultos

Jojo

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, maior partido da oposição angolana, criticou o facto de o Presidente da República não se ter pronunciado nas suas intervenções públicas sobre “as execuções sumárias” dos tumultos em Julho. No comunicado da XXI reunião extraordinária deste órgão da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), a que a Lusa teve hoje acesso, refere que o encontro que decorreu sob orientação do líder do partido, Adalberto Costa Júnior, analisou a situação política, económica e social do país, com destaque para “a…

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Conselho da República de Angola pede postura cívica e ordeira

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O Conselho da República de Angola apelou hoje à população para manter uma postura cívica e ordeira, pautada “pelo exercício responsável e consciente” dos direitos e liberdades consagrados na Constituição e na lei. O comunicado final saído da reunião extraordinária do Conselho da República, convocada pelo Presidente angolano, João Lourenço, com o ponto único sobre a situação de segurança pública em Angola, apela ainda os cidadãos a respeitarem as autoridades, evitando “a disseminação de desinformação nas plataformas digitais” para se salvaguardar o bem-estar de todos. A reunião extraordinária visou analisar…

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UNITA diz que balanço dos tumultos em Angola é superior ao divulgado pelo Governo

Jojo

O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, disse hoje que o balanço dos tumultos registados no final de Julho “é superior” ao divulgado pelas autoridades, criticando a actuação das forças de defesa e segurança. Adalberto Costa Júnior, que falava na província de Icolo e Bengo, onde foi inaugurado o comité provincial do partido, partilhou a sua leitura sobre os acontecimentos entre 28 e 30 de Julho em algumas províncias angolanas, com destaque para Luanda, capital do país, na sequência de uma paralisação protagonizada por taxistas, em protesto à…

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Governo disponibiliza linha de crédito para apoiar empresas vandalizadas

Jojo

O Governo angolano anunciou hoje que vai disponibilizar uma linha de crédito de 50 mil milhões de kwanzas (46 milhões de euros) para apoiar as empresas vandalizadas e pilhadas nos tumultos registados na semana passada em Angola. O anúncio foi hoje feito pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, referindo que as medidas visam preservar sobretudo os postos de trabalho. José de Lima Massano realçou que a linha de financiamento visa permitir que os estabelecimentos possam rapidamente recuperar a actividade, bem como o pagamento de…

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Amnistia Internacional apela a investigação imparcial sobre mortes em Angola

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A Amnistia Internacional apelou hoje às autoridades angolanas que abram uma investigação “independente, completa e imparcial” sobre os assassinatos e ferimentos durante a greve de taxistas de três dias em Luanda, Huambo, Benguela e Huíla. O director regional da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral, Tigere Chagutah, afirmou que  “ninguém deve ser morto, preso ou ferido simplesmente por estar em greve. As forças de segurança angolanas devem abster-se de usar força desnecessária e desproporcional durante os protestos e observar os devidos procedimentos antes de deter suspeitos de envolvimento…

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Presidente de Angola diz que os “autores da acção criminosa saíram derrotados”

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O Presidente da República angolano, João Lourenço, afirmou hoje que “quem quer que seja que tenha orquestrado e conduzido” os tumultos registados esta semana em Angola “saiu derrotado”.  Além disso, anunciou apoio às empresas vandalizadas e falou em sabotagem. O Presidente angolano anunciou hoje que o Governo vai aprovar apoios às empresas afectadas esta semana, em várias províncias, pelos actos de vandalismo, que classificou “de sabotagem” contra a economia. João Lourenço quebrou o silêncio numa mensagem à nação transmitida na Televisão Pública de Angola, após dias de críticas, prometendo respostas…

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Luanda retoma a rotina após três dias de greve e tumultos

Jojo

Luanda começou hoje a regressar à normalidade, após três dias de paralisação dos taxistas que deram origem a violentos tumultos, pilhagens e confrontos, provocando 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detenções, segundo as autoridades. Esta manhã, o trânsito fluía com regularidade, embora a presença policial continuasse visível nas principais vias da capital. Na estrada da Via Expressa, que liga o Zango a Cacuaco, a circulação era tranquila. As bombas de combustível permaneciam com fraca adesão e algumas mantinham vigilância policial. Os armazéns de comerciantes chineses continuam com protecção reforçada, com…

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“Fiquei sem chão”: o drama de António após os tumultos em Luanda

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Vidros partidos, armários destruídos, salas vazias. É tudo o que resta do hotel que António Bumba construiu nas últimas duas décadas e que foi destruído nos tumultos em Luanda, deixando a si e aos seus funcionários apenas um monte de escombros. No que sobrou do edifício, notam-se os sinais do cuidado e carinho com que geria o espaço, que incluía bares, albergaria, restaurante, salão de festas e uma pequena loja, no bairro Calemba 2 — uma das zonas mais afectadas pela violência que varreu vários pontos da capital angolana no…

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Tumultos em Luanda causaram 22 mortos e 197 feridos em dois dias

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O balanço provisório das autoridades angolanas aponta para 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detenções, nos dois dias de tumultos registados na província de Luanda, durante uma paralisação de taxistas, avançou o Governo esta quarta-feira. Os dados foram avançados pelo ministro do Interior de Angola, Manuel Homem, no final da reunião do Conselho de Ministros, onde foi passado o ponto da situação dos dois últimos dias, marcado por actos de vandalismo na capital angolana. Os actos de violência aconteceram na sequência da paralisação por três dias dos serviços de táxis,…

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Luanda paralisou hoje entre a fome e o medo

Jojo

Preocupados com a insegurança e a possibilidade de escassez de bens, muitos luandenses procuraram hoje abastecer-se nas poucas lojas ainda abertas, temendo as incertezas dos próximos dias. As autoridades angolanas confirmaram a existência de quatro mortos e já detiveram mais de 500 pessoas. No segundo dia da paralisação convocada pelos taxistas — que degenerou em protestos violentos, actos de vandalismo e pilhagens –, populares ouvidos pela Lusa na capital angolana manifestaram receios face à instabilidade e condenaram os distúrbios, mas reconhecem que há motivos para os protestos, que atribuem sobretudo…

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